A importância do peso igualitário na avaliação de desempenho

As avaliações de desempenho são essenciais para fortalecer uma cultura de feedbacks dentro da empresa. Com o resultado dela, o colaborador consegue ter noção de como seu trabalho está sendo visto, quais ações precisam aprimorar e quais está executando de maneira satisfatória. Para a empresa, a avaliação serve de subsídio para um RH mais analítico, que angaria dados sobre a evolução dos colaboradores a fim de aprimorar plano de carreira  e a cultura do ambiente.

 

Para colher todos esses benefícios, no entanto, a avaliação de desempenho geralmente tem três pilares: a autoavaliação do profissional, a avaliação do gestor e a terceira pessoa pode ser avaliadores, liderados, pares ou clientes internos. Utilizar uma estrutura com pesos similares é uma oportunidade de alinhar a visão de diferentes stakeholders.

 

A opinião do colaborador sobre seu próprio trabalho dirá muito sobre o alinhamento que se tem de expectativas com os outros participantes do processo: se as notas das pessoas forem muito diferentes em um quesito, isso demonstra que provavelmente essas pessoas não costumam conversar sobre o tópico. Dessa forma, além de construir uma visão 360º, o avaliador terá subsídios mais concretos pras ações de retenção, evolução de carreira e aprimoramento do ambiente de trabalho. Com a autoavaliação comparada com as outras, é possível também entender porque algumas falhas ou êxitos  acontecem, alinhar as expectativas e entender, de fato, como ajudar o colaborador a se desenvolver.

 

A avaliação do gestor, por sua vez, é a mais importante de todas, pois ele tem o contexto da realidade do colaborador, enquanto consegue enxergar a visão maior do departamento e da empresa. Como é função do gestor comunicar e alinhar essas visões, além de desbloquear o caminho para que o colaborador consiga dar o seu máximo, ele acaba sendo o principal elemento de uma avaliação de desempenho bem sucedida.

 

Já os avaliadores têm o papel de entender como as ações e comportamentos do colaborador impactam o dia a dia, resultados e desafios dos outros .

 

Mas o que acontece, na prática, é que muitas empresas não confiam na autoavaliação de seus colaboradores e acabam dando peso menor para esta etapa do processo, fazendo com que a opinião do profissional não interfira na sua nota final. 

 

A importância de tratar os colaboradores como adultos


Isso acontece, muitas vezes, pela falta de confiança das empresas nos profissionais. Muitos negócios acabam vendo o colaborador ou como imaturo ou como um “inimigo”, sempre achando que  o profissional não é capaz de se autogerir ou que quer se dar bem às custas da empresa.

 

Essa visão faz com que a instituição não confie no colaborador, controle seus horários e atividades, ache que na avaliação de desempenho o profissional vai se valorizar mais do que o necessário, entre outras atitudes. O que gera um ambiente com pouca motivação e engajamento, onde os colaboradores não atingem o total da sua produtividade.

 

Para mudar esse cenário é importante que as empresas enxerguem seus colaboradores como adultos que entendem seu papel e responsabilidades dentro do negócio. O peso igualitário na avaliação de desempenho, aliás, ajuda a área de gestão de pessoas a mensurar a motivação e engajamento do profissional, a fim de criar ações que estimulem essas características e assim, criem um senso de responsabilidade ainda maior do profissional  para com o negócio, estimulando a autogestão. 

 

Portanto,  garantir que todos os envolvidos na avaliação de desempenho tenham um peso igualitário, somado com ações como liberdade de horários, trabalho orientado a objetivos, mitigação da microgestão, ajuda a criar um ambiente de maior colaboração, motivação e produtividade. 

 

Na sua empresa a voz do colaborador é valorizada como a de um adulto? Conte para gente.