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Recrutamento e seleção: o guia mais completo para RHs

Fazer recrutamento e seleção nunca foi fácil, né? Mas nos dia de hoje, é preciso estar ainda mais ciente de que um processe seletivo bem construído pode ser a peça chave para o sucesso da empresa e da marca empregadora.

Quem trabalha com RH sabe bem que o recrutamento e seleção (R&S) de talentos são duas das atividades mais estratégicas dessa área.

Não é por acaso: contar com os melhores profissionais é imprescindível para o crescimento sustentável de qualquer empresa e é justamente nas etapas de R&S que essa jornada começa a se desenhar.

Sim, não há como negar: estruturar bons processos de recrutamento e seleção faz toda a diferença para o sucesso das organizações.

Mas, para que essa estratégia seja de fato bem sucedida, é preciso que o recrutador esteja por dentro das melhores práticas do mercado.

Afinal, ao mesmo tempo em que uma contratação eficiente é determinante para que uma empresa se sobressaia, um recrutamento mal feito pode atrasar e muito os planos dela.  

Se você trabalha com RH e quer saber como tornar o recrutamento e seleção de talentos um verdadeiro sucesso, então esse guia é para você!

Ao longo deste conteúdo, você vai aprender mais sobre o conceito de R&S, incluindo as vantagens de um processo bem estruturado, o passo a passo para contratar os melhores talentos e muito mais.   

Vamos nessa? 

 

1. O que é recrutamento e seleção?

Apesar de o recrutamento e seleção de pessoas serem, muitas vezes, tratados como um processo único que tem como objetivo final encontrar os melhores talentos para cargos em aberto, a primeira coisa que você deve ter em mente é que essas duas etapas possuem conceitos bem diferentes.

Para não restar mais dúvidas, vamos explicar direitinho o que cada estratégia representa dentro do RH. Veja só:

 

1.1 Recrutamento

A etapa de recrutamento é marcada, principalmente, pela busca de profissionais que estejam alinhados com uma oportunidade de trabalho específica.

Ela inclui, portanto, desde a elaboração da descrição da vaga até a divulgação da mesma em múltiplos canais, como sites especializados, redes sociais e até mesmo a própria página de carreiras da companhia.

Vale lembrar, também, que existe o recrutamento interno quanto externo.

No primeiro caso, a vaga é divulgada para os talentos que já fazem parte da organização, como forma de oferecer novas oportunidades de crescimento e aprendizado.

Já o recrutamento externo, como o próprio nome sugere, é focado na busca de profissionais no mercado, de acordo com o perfil que a empresa precisa naquele momento.

Somente após essa primeira etapa é que vem a fase de seleção, sobre a qual daremos mais detalhes na sequência.

 

1.2 Seleção

Assim que a vaga for divulgada nos canais escolhidos, é muito provável que a empresa comece a receber a inscrição de várias de pessoas interessadas no cargo anunciado. Mas como escolher o talento ideal para ocupá-lo?

Bom, é aí que entra a mágica da seleção.

Nesse momento, os currículos recebidos passam por uma triagem, que tem como objetivo identificar quais os candidatos mais compatíveis com o perfil buscado pela empresa e que seguirão para as próximas etapas do processo seletivo.

Os testes comportamentais, as entrevistas e as dinâmicas de grupo são algumas das estratégias que também fazem parte da seleção, mas falaremos sobre elas mais pra frente. 

É importante destacar que, com o avanço tecnológico, tem sido cada vez mais comum encontrar empresas que recorrem à ajuda de softwares especializados para aperfeiçoar algumas etapas deste processo, como a aplicação de testes e até mesmo a triagem inicial.  

 

2. Vantagens de um bom processo de recrutamento e seleção

Como dissemos no começo do post, o recrutamento e seleção são dois processos fundamentais para que as empresas consigam se destacar no mercado. Afinal, o sucesso de qualquer negócio começa pelas pessoas.

Mas quais os benefícios práticos que eles trazem quando são conduzidos de forma estratégica?

Para chegarmos a essa resposta, vamos refletir sobre algumas informações:

A primeira delas já é um fato conhecido. Cada vez mais, as empresas buscam por profissionais que reúnam talentos híbridos, ou seja, que equilibrem as habilidades técnicas (hard skills) e comportamentais (soft skills).

Mais do que isso, as organizações também valorizam a contratação de talentos que estejam alinhados aos valores e propósito organizacionais – o que é conhecido como fit cultural.

Quando este alinhamento acontece, as chances do novo profissional se sentir mais engajado com o trabalho são bem maiores.

E como já revelou um estudo feito pela Universidade da Califórnia, colaboradores felizes tendem a ser, em média, 31% mais produtivos e três vezes mais criativos.

O ponto é que todas as questões citadas acima são avaliadas justamente durante os processos seletivos. Podemos dizer, então, que quando o recrutamento e seleção são bem conduzidos, eles garantem contratações que representem um “match” perfeito entre empresa e colaborador.

Com o passar do tempo, a tendência é que isso se traduza em:

  • profissionais mais engajados e produtivos;
  • melhora do clima organizacional;
  •  fortalecimento da cultura organizacional;
  • redução das taxas de turnover (uma pesquisa realizada pela companymatch, junto a mais de 500 funcionários, revelou que  mais de 60% das pessoas entrevistadas deixaram seu último emprego devido a conflitos culturais);
  • consolidação das estratégias de negócio e muito mais.

Viu só como a adoção de um recrutamento e seleção de alta performance faz toda a diferença?

A partir de agora, vamos explicar como ele pode ser colocado em prática da melhor forma possível! 🙂 

 

3. O passo a passo do recrutamento e seleção

Agora que você já sabe a diferença entre recrutamento e seleção e qual a importância deles para as empresas, chegou o momento de entender quais ações não podem faltar ao longo desse processo.

Sim, nós já demos pequenos spoilers sobre isso ao longo do post.. Mas, desta vez, vamos explicar em detalhes como cada etapa que compõe um processo seletivo funciona. Acompanhe:

 

3.1  Definição do perfil buscado

O entendimento do perfil ideal para cada vaga é imprescindível para um bom recrutamento. 

Por isso, essa é a primeira tarefa que você deve cumprir: reunir todas as informações necessárias junto ao gestor da área, para que a descrição da vaga esteja bem alinhada ao que ele espera.

Ao definir os critérios de contratação, você deve considerar questões como: 

  • qualificação e experiência profissional,
  • competências comportamentais alinhadas à empresa;
  • informações sobre salário e benefícios do cargo.

Com todos esses pontos definidos, você reduz o risco de receber candidaturas de pessoas que não estejam em conformidade com o perfil desejado e evita retrabalhos.

 

3.2  Divulgação da vaga

Assim que você estiver com a descrição da vaga em mãos, é hora de começar a divulgá-la.

Como dissemos anteriormente, essa divulgação pode ser feita para o público interno, externo ou até mesmo de forma mista (quando os dois públicos podem se candidatar).

Atualmente, existem muitas formas de divulgar uma vaga:

Como divulgar uma vaga

Para acertar na escolha, o mais importante é considerar quem é o seu público e onde ele está.

Vale destacar que a tecnologia pode ser uma ótima aliada nesse momento. Por exemplo: atualmente, existem alguns softwares capazes de publicar uma vaga em diversos canais com apenas um clique.

 

3.3  Recebimento dos currículos e triagem inicial

Vaga divulgada? Então se prepare para iniciar a triagem dos currículos que vão começar a chegar.

Nesse primeiro momento, o desafio é confrontar os currículos recebidos com os critérios estabelecidos na descrição da vaga, a fim de identificar quais candidatos estão alinhados a eles e vão para a próxima etapa.

A triagem é um processo burocrático, mas a boa notícia é que há diversas ferramentas que podem ser utilizadas pelo RH para automatizá-lo e torná-lo mais ágil.

 

3.4  Fase de testes  

Quando os candidatos são aprovados na triagem, eles vão para a fase de testes.

Na maioria das vezes, essa etapa é composta por testes (online ou presenciais) de raciocínio lógico, comportamental e de conhecimento técnico.

É possível, ainda, personalizar algumas avaliações de acordo com a especificidade da vaga.

Apesar de essa ser uma fase super importante, é fundamental encontrar um equilíbrio para não correr o risco de perder bons candidatos.

Segundo uma pesquisa divulgada recentemente pela Revelo, o excesso de testes em seleções chega a afastar um terço dos profissionais.

A análise considerou dados de 45 mil buscas na plataforma Revelo, entre 2019 e 2021, e revelou que 30% dos candidatos aptos para uma vaga sequer realizaram as provas.

Dos que chegam a iniciar os testes, 60% não conseguem passar para a próxima etapa, seja por reprovação ou por deixar a avaliação incompleta.

 

3.5  Dinâmica de grupo

Outra prática muito comum durante os processos seletivos é a realização de dinâmicas de grupo.

Além de ajudar na avaliação das questões comportamentais de forma bastante prática, principalmente no que diz respeito ao trabalho em equipe, esse tipo de atividade também possibilita que você conheça mais de um candidato por vez.

A dinâmica de grupo costuma ser uma das fases mais temidas pelos candidatos. Mas, quando bem conduzida, ela tem um valor inestimável tanto para o RH, quanto para o candidato.

Vale lembrar que, mesmo para empresas que migraram 100% para o home office, é possível continuar adotando a dinâmica de grupo ao longo dos processos seletivos.

Se esse é o seu caso, aí vai uma dica: nós temos um conteúdo completinho sobre dinâmicas de grupo online aqui no blog da Feedz.

 

3.6  Entrevistas

As entrevistas individuais são decisivas para que você chegue ao talento ideal. Afinal, elas permitem um aprofundamento real no perfil do candidato.

Você pode aproveitar esse momento para perguntar mais sobre as experiências profissionais dele, alinhar expectativas da vaga, falar sobre a cultura da companhia e tirar qualquer dúvida que possa ter surgido ao longo do processo.

Nas entrevistas focadas em competências, também é possível explorar as capacidades do candidato para lidar com diferentes situações do dia a dia corporativo e avaliar se ele realmente está preparado para esse novo desafio.

Normalmente, além do profissional de RH, a etapa de entrevista também conta com a participação do gestor da área e, em alguns casos, até mesmo de outros membros da equipe da qual o candidato aprovado vai fazer parte.

 

3.7  Feedback e proposta

Após passar por todas as etapas apresentadas acima e escolher o candidato ideal para a vaga (uhu!), ainda há algumas ações a serem cumpridas.

A primeira delas é entrar em contato com a pessoa selecionada e realizar a proposta formal de emprego, na qual devem constar todas as condições de trabalho — incluindo salário, benefícios, data de início etc.

Como sempre existe a possibilidade de que o candidato escolhido não aceite a proposta, é bom ter em mãos uma lista de outros profissionais que se destacaram ao longo do processo seletivo.

Assim que um candidato aceitar a proposta, já é possível alinhar todas as questões mais burocráticas da admissão.

Por último, é importante que o RH também entre em contato com os candidatos que não foram selecionados para dar um feedback sincero sobre o processo seletivo.

Muitas empresas negligenciam essa etapa, mas ela é uma ótima forma de mostrar que a organização realmente se importa com as pessoas. Empatia é a palavra-chave.

Se coloque no lugar do candidato e escreva um feedback realmente construtivo, destacando os pontos positivos e os que podem ser melhorados.

 

4. Tendências em recrutamento e seleção

Ao longo do passo a passo detalhado acima, nós trouxemos alguns exemplos de como a tecnologia pode ser uma forte aliada do RH nos processos seletivos, certo?

O fato é que, cada vez mais, as inovações tecnológicas trazem novas possibilidades para a busca de talentos e é exatamente sobre elas que vamos falar neste capítulo.

Confira, abaixo, algumas tendências para ficar de olho:

  • Simulações em realidade virtual para testar habilidades durante as entrevistas;
  • Utilização de Big Data para auxiliar na assertividade das escolhas;
  • Uso de Inteligência Artificial (IA) para otimizar processos, como a leitura de currículos, triagem e envio de respostas automáticas para os candidatos;
  • Construção de estratégias de Social Hiring (termo utilizado para se referir ao uso dos canais de mídias sociais para recrutar e atrair talentos);
  • Processos seletivos híbridos, que reuniam o melhor do recrutamento virtual e presencial em uma única estratégia.

Quer saber mais sobre o futuro do RH para além do R&S? Então confira o conteúdo que publicamos sobre tendências de RH.

 

5. Acolhimento: a cereja do bolo nos processos seletivos

Depois de todas essas dicas, a gente não poderia deixar de falar sobre um elemento chave para o sucesso do recrutamento e seleção: o tratamento humanizado.

Recentemente, um levantamento feito pela VAGAS.com, apontou que a grande parte dos candidatos gostaria de se sentir acolhido em relação às empresas ao longo dos processos seletivos.

Mais precisamente, 42% dos participantes apontaram essa como sendo a principal expectativa deles.

O dado evidencia que, por mais que estejamos na era das inovações tecnológicas, nada substitui as interações humanas.

Construir uma jornada de contratação mais empática, que considere a experiência da pessoa candidata ao longo de todo o processo, é indispensável para que os talentos realmente queiram trabalhar em uma empresa.

A transparência, o alinhamento das expectativas e a cultura do feedback são algumas das ações que colaboram para que isso aconteça.

Vale lembrar que o recrutamento e seleção marcam o primeiro contato que os colaboradores terão com a empresa.

Portanto, se o Employee Experience é algo que uma companhia valoriza, criar uma jornada de contratação incrível deve ser uma prioridade.

 

6. Indicadores dos processos de recrutamento e seleção

Já deu para perceber que o recrutamento e seleção de talentos demandam um super esforço, né?

Mas, para que todo esse trabalho continue rendendo bons frutos, é crucial que você acompanhe os resultados obtidos pela empresa após a contratação de um novo colaborador.

Essa avaliação constante é o melhor caminho para quem busca o aperfeiçoamento contínuo dos processos. Afinal, sempre dá para melhorar um ponto ou outro, né?

Veja algumas sugestões de indicadores que você pode monitorar, para avaliar se está no caminho certo:

  • tempo médio de fechamento das vagas;
  • tempo médio de permanência dos colaboradores selecionados na empresa;
  •  custo de contratação;
  • turnover entre recém contratados;
  • média de propostas aceitas.

Para finalizar, não podemos deixar de repetir o que falamos lá no comecinho dessa conversa: contar com bons talentos é um dos principais diferenciais das empresas que são bem sucedidas no mercado.

Para que isso seja alcançado, no entanto, é fundamental contar com um processo de recrutamento e seleção muito bem estruturado, que esteja olhando para a experiência dos candidatos e para a evolução contínua. ??

Esperamos que com as dicas reunidas neste guia, você consiga construir um processo de recrutamento e seleção de alta performance, encontre os melhores talentos e voe cada vez mais alto!

Bruno Rosa

Bruno Rosa

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