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Como CEOs resolvem os conflitos entres os liderados diretos

Conflitos entre colaboradores é uma situação normal e, até certo ponto, saudável para o negócio. Dois líderes com ideias divergentes, podem, por exemplo, enriquecer seus argumentos enquanto tentam defender seu modo de pensar, aprender uma nova perspectiva das coisas e somar opiniões. Mas há também o outro lado, em que o conflito vira meramente uma briga, sem ser benéfico nem para os envolvidos, muito menos para a empresa. Quando o desentendimento é entre os gestores de um negócio, é papel do CEO intervir. 

Mas como resolver uma briga sem tomar partido, favorecer um lado ou desgastar a relação com algum dos envolvidos, você pode estar pensando. O primeiro passo é entender de que natureza é o conflito. 

Como nascem os conflitos nas empresas

Existem, basicamente, quatro motivos principais que levam gestores a se desentender em ambiente corporativo:

  • Discordância ou quebra de expectativa: quando as pessoas simplesmente têm visões diferentes ou esperavam atitudes diferentes umas das outras;
  • Ameaça ou instinto de sobrevivência: uma pessoa sente que seu emprego ou cargo está em risco por conta de outra pessoa;
  • Jogos de poder ou bullying: mais ligado ao campo psicológico, nesse caso uma pessoa usa táticas de “terror” para desestabilizar emocionalmente a outra.
  • Comunicação com falha: aqui o desentendimento é causado pura e simplesmente por um erro de interpretação. 

Como os CEOs podem atuar na resolução de conflitos

O primeiro passo para que o CEO resolva os conflitos entre seus liderados diretos é entender a origem do problema e atuar de forma estratégica. Para desentendimentos causados por discordância ou falha na comunicação, a melhor resolução está em ouvir as duas partes, entender o ponto comum e expor em uma reunião conjunta, estimulando, de forma leve, a conversa. 

Um papo mediado, com o CEO mostrando cada lado e as convergências de pensamento, tende a fazer com que os envolvidos fiquem menos na defensiva e tentem chegar a um consenso, entendendo o que é melhor para a empresa. 

Já quando o conflito é gerado por instinto de sobrevivência, além da conversa moderada e sincera, é preciso que o CEO estimule que os envolvidos trabalhem de forma cooperada, dando desafios que só serão resolvidos em conjunto. Assim, se fortalece o espírito de equipe, diminuindo a sensação de ameaça. Neste caso é importante que o executivo esteja próximo dos dois líderes de forma igualitária e garanta que a cooperação se sobressaia a competição. 

No caso de jogos de poder ou bullying é importante ter discernimento em saber até que ponto o praticante dessas ações deve ficar na empresa. Se o CEO deliberar que foram ações pontuais, ter conversas próximas para mapear e desarmar os jogos de poder é essencial. Dessa forma, é possível mostrar ao praticante que este não é um jeito adequado de conquistar o que quer, indicando outros caminhos. 

De forma geral, uma rotina de 1:1 com os liderados diretos e o estímulo de senso de equipe entre eles são ferramentas que tendem a minimizar as disputas e  incentivar a cooperação.  Assim problemas como desvio de foco, sabotagem do trabalho alheio, desmotivação e até mesmo abusos morais são evitados, concentrando a atenção dos líderes no que realmente importa. 

 

E na sua empresa, você já teve que lidar com esse tipo de problema? Conte para gente


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