Como o RH pode usar a neurociência para melhorar o engajamento?

Como a neurociência pode ajudar o RH

A chave para entender o potencial humano é a neurociência, visto que ela estuda o estudo do cérebro e do sistema nervoso.

Por isso, como gestor de equipe ou líder de RH, entender como funciona o cérebro humano pode fazer uma enorme diferença para atrair o talento certo, reter funcionários de alto desempenho e criar equipes engajadas que funcionem bem juntas para cumprir os objetivos da empresa.

Portanto, neste artigo vamos ver como os líderes de RH podem usar a neurociência, visto que entender o que pode ajudar ou atrapalhar o engajamento e produtividade pode ser inestimável ao desenvolver as habilidades da equipe para melhorar suas habilidades.

 

O que é neurociência?

De forma resumida, a neurociência é o estudo do sistema nervoso. Isso inclui o cérebro, a medula espinhal e todos os nervos do corpo. 

No entanto, a neuroci√™ncia tamb√©m inclui a psicologia do c√©rebro, bem como as intera√ß√Ķes entre o sistema nervoso e outros sistemas do corpo.

Existem muitas vertentes de estudo dentro da neurociência, alguns deles são:

  • Neurologia: Dist√ļrbios neurol√≥gicos do sistema nervoso e como diagnostic√°-los e trat√°-los.
  • Neurobiologia: A estrutura e fun√ß√£o dos nervos e do c√©rebro.
  • Neuroqu√≠mica: Os processos qu√≠micos celulares que ocorrem para que os nervos funcionem.
  • Neurofisiologia: Como o sistema nervoso responde ao mundo externo.
  • Neuropsicologia: A intera√ß√£o entre os processos psicol√≥gicos e a fun√ß√£o cerebral.
  • Neuropsicoterapia: O uso da neuroci√™ncia para tratar problemas psicol√≥gicos.
  • Neuroci√™ncia cognitiva: Como o c√©rebro e o sistema nervoso criam a cogni√ß√£o.
  • Neuroci√™ncia social: Como o c√©rebro e o sistema nervoso criam comportamentos sociais.

A lista acima é uma introdução rápida sobre a extensão da pesquisa em neurociência e em quantos campos ela afeta.

Em termos de negócios, se a gente conseguir entender o cérebro, podemos ter uma melhor compreensão do comportamento das pessoas com quem trabalhamos, bem como descobrir maneiras de aumentar a qualidade de vida no trabalho.

 

Compreender o cérebro pode ser inestimável para o RH

Como já mencionamos, entender o cérebro pode ser inestimável quando você está tentando engajar sua equipe.

Por exemplo, quando você inscreve um colaborador em um curso, essa pessoa não retém necessariamente uma grande porcentagem do conhecimento que é transmitido. 

No entanto, se esse curso for ministrado pensando em como o c√©rebro realmente aprende e ret√©m as informa√ß√Ķes, esse colaborador vai obter resultados muito melhores.¬†

Na verdade, algumas empresas estão introduzindo exercícios físicos em seus cursos de treinamento, pois os exercícios aeróbicos (junto com um sono saudável) podem contribuir para um melhor ambiente de aprendizagem.

neurociência no RH

Benefícios da neurociência para o RH

As técnicas da neurociência não são totalmente novas. Inclusive, você pode estar usando algumas dessas técnicas sem nem mesmo perceber. Usar essa ciência pode ajudar de muitas maneiras, algumas delas são:

 

Melhora o desempenho

Os gestores podem ser ajudados a fornecer feedback de desenvolvimento, o que deixar√° sua equipe aberta aos seus feedbacks, em vez de se fecharem.

 

Facilita a aprendizagem

Um workshop consegue produzir uma reten√ß√£o de conhecimento de cerca de 10% nos seus ouvintes. Se o RH conseguir aplicar algumas t√©cnicas da neuroci√™ncia, poder√° aumentar substancialmente esse n√ļmero.

 

Aumenta a produtividade

Algumas tarefas são, por natureza, repetitivas. No entanto, a produtividade pode ser melhorada se os trabalhadores estiverem cientes de que aquilo em que estão trabalhando será benéfico para o quadro geral da organização. Assim, os colaboradores vão desenvolver o senso de dono na empresa.

 

Contribui para a gestão de mudança

A neurociência pode ser usada para ajudar a melhorar a resiliência dos colaboradores e, assim, ajudar eles quando precisam se adaptar às mudanças.

 

Aumenta o engajamento

√Č poss√≠vel melhorar o engajamento dos funcion√°rios, concentrando-se nos pontos fortes das pessoas. Mas n√£o s√≥ isso, agora vamos ver mais detalhes de como aumentar o engajamento com a neuroci√™ncia.

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Como melhorar o engajamento dos funcionários usando a Neurociência

Encontrar formas eficazes de engajar os funcionários é um desafio para muitos gestores. 

Afinal de contas, é preciso pensar em novas maneiras de manter os funcionários engajados, a fim de aumentar a satisfação no trabalho, o bem-estar, a produtividade e a retenção de talentos. 

No entanto, um dos fatores que aumentam o engajamento dos colaboradores é a neurociência. 

Mas, como? 

Visto que o c√©rebro √© pl√°stico (isso n√£o quer dizer que ele √© feito de pl√°stico, quer dizer que ele tem capacidade de se modificar, formando novas conex√Ķes neurais ao longo da vida), ele est√° sempre se ajustando e se adaptando com base no ambiente. Isso se chama plasticidade cognitiva.

Por isso, quando os l√≠deres criam ambientes de apoio e colabora√ß√£o, os c√©rebros dos funcion√°rios podem processar as informa√ß√Ķes com mais facilidade, facilitando as mudan√ßas.¬†

Por outro lado, se os cérebros dos funcionários perceberem as coisas como ameaças, a motivação e a felicidade no trabalho diminuirão.

Muitas vezes, essas ameaças podem vir das práticas normais de avaliação de desempenho e feedback. 

Por isso, é papel do RH e dos líderes aprender a diminuir a quantidade de ameaças no local de trabalho, a fim de melhorar o engajamento e a motivação no trabalho.

 

O modelo SCARF ajuda a diminuir a quantidade de ameaças no local de trabalho

O Dr. David Rock é um neurocientista que criou um modelo para melhorar o engajamento entre líderes e funcionários. Ele chama esse modelo de SCARF. 

Ele criou esse modelo depois de estudar pesquisas que afirmam que o cérebro está sempre tentando minimizar ameaças e maximizar recompensas.

Além disso, as experiências sociais seguem os mesmos caminhos de recompensa e ameaça no cérebro que seguem outras necessidades primárias.

O Dr. Rock usa a sigla SCARF para explicar essas forças sociais:

  1. Status
  2. Certeza
  3. Autonomia
  4. Relação
  5. Justiça (Fairness, em inglês)

 

S. Status

Quando as pessoas se sentem inseguras quanto à sua posição social ou sentem que estão sendo avaliadas, o cérebro interpreta esse ambiente como uma ameaça. 

Assim, essa ameaça é tratada da mesma forma que uma ameaça física. Ou seja, para estar seguro, o cérebro possui mecanismos que nos ajudam a lutar ou fugir da ameaça. 

No caso de ameaças sociais, nosso cérebro fica em alerta máximo, tornando difícil nos concentrarmos em outras coisas até que a ameaça desapareça.

Como líder, você pode trabalhar para criar um ambiente onde ninguém se sinta ameaçado.

Comece permitindo que os funcionários façam uma avaliação de desempenho individual e colete insights sobre seus comportamentos.

Se houver pontos de melhoria no engajamento do colaborador, incentive que a mudança venha dele.

Dessa forma, você pode diminuir o nível de ameaça, mas também melhorar o engajamento do funcionário com a empresa e seu crescimento pessoal.

 

C. Certeza

O nosso cérebro se desenvolveu para estar ciente das ameaças. Algumas pessoas são mais sensíveis às ameaças do que outras, mas todos nós somos capazes de reconhecer as ameaças em algum grau. 

Não saber o que acontecerá no futuro aumenta a consciência das ameaças e coloca o cérebro em alerta máximo, fazendo com que a pessoa se sinta insegura e menos focada nas tarefas.

Por isso, ofereça mais certeza trabalhando para diminuir os problemas de comunicação interna e, principalmente, incentivando a transparência dentro da organização.

Seja claro em sua comunica√ß√£o e declare expectativas, objetivos e outras informa√ß√Ķes que tornem evidente que voc√™ est√° confiante e relaxado.

Quando os funcionários sentem segurança emocional no trabalho e na organização, eles se engajam mais em seu trabalho.

 

A. Autonomia

Normalmente, com qualquer tipo de mudança, surge uma escolha. Temos que pensar sobre quando reagimos e como reagimos.

Sem essa escolha, a mudança (ou ameaça) se torna ainda mais poderosa e opressora. Inclusive, pode nos impedir de seguir em frente e nos deixar desmotivados e sem esperança.

Ent√£o, deixe os funcion√°rios cientes de que eles s√£o livres para fazer escolhas e que eles possuem controle sobre suas decis√Ķes.¬†

Como gestor direto, tente limitar o quanto você interfere nas tarefas diárias de um funcionário, não faça microgerenciamento. 

Os membros de sua equipe devem ser confiáveis para fazer seu trabalho sem que ninguém os verifique constantemente.

Esse é um exemplo perfeito de como você pode melhorar o engajamento dos funcionários usando a neurociência.

 

R. Relação

As pessoas se relacionam de maneiras diferentes, mas muitas vezes consideram os outros como confi√°veis e amig√°veis se sentirem que a outra pessoa parece semelhante a eles de alguma forma.

Frequentemente, as pessoas possuem meios de se proteger da ameaça de alguém novo ou diferente.

Essas defesas podem bloquear o que os outros dizem ou fazem quando n√£o s√£o percebidos como membros do grupo.

A construção de relacionamentos é uma parte vital de uma equipe produtiva. 

Procure maneiras de se conectar com os funcionários e os funcionários se conectarem entre si. 

Assim, quando todos em um ambiente de trabalho são vistos como amigáveis, o sistema de alerta de ameaças do cérebro fica mais silencioso, permitindo que as pessoas se sintam mais em sincronia com a equipe e com seu trabalho.

 

F. Justiça (Fairness, em inglês)

Nossos cérebros podem ser muito sensíveis à justiça. Por isso, procure estar consciente de como você interage com todos os funcionários.

O ideal, é que os gestores não mostrem qualquer sinal de favoritismo ou tratamento especial. 

Seja transparente em todos os processos de tomada de decisão. 

E aí, você já tinha pensado em como a neurociência pode ajudar a aumentar o engajamento?

As empresas que ignoram o funcionamento do cérebro podem estar perdendo seus melhores talentos e muitas vezes não sabem o motivo.

 

Fontes e referências:

https://neuroleadership.com/your-brain-at-work-the-book/

https://gethppy.com/neuroscience-in-the-workplace-ebook

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