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One-on-One: o que é, por que fazer e como ter uma conversa de impacto

One-on-One (ou 1:1, one-to-one) é o termo utilizado para designar uma conversa entre líder e liderado. Mas por que ela é tão importante nos dias atuais? Você já sabe que o sucesso de um negócio é condicionado pela qualidade, engajamento e motivação de seus colaboradores, certo?

Manter a evolução constante dos talentos e sua identificação com o negócio e propósito um dos maiores desafios do novo RH. Para ajudar os gestores nessa tarefa existem ferramentas e técnicas de gestão de pessoas. O One-on-One é uma das mais eficazes.

Bruno Soares, CEO da Feedz, elenca as one-on-ones como um dos principais hacks de gestão, mesmo que não sejam abordadas em cursos de graduação ou pós-graduação. 

Apenas por meio dessas reuniões constantes os líderes conseguem ter um relacionamento próximo do colaborador a ponto de ajudá-lo a se desenvolver, manter o engajamento, atuar na resolução de desafios e ainda equilibrar vida pessoal e profissional de maneira saudável.

As reuniões de acompanhamentos são tidas como um dos principais pilares de culturas organizacionais sólidas e centradas nos profissionais. Neste post você vai aprender como melhor utilizar as 1:1 para ajudar a impulsionar seu time, confira.

Benefícios de uma one-on-one

Equipe desmotivada, profissionais sem foco, resultados abaixo do esperado, fofoca entre colaboradores. Esse é o cenário dos pesadelos de qualquer gestor e as 1:1 são a chave para evitá-lo. Entre os principais benefícios do acompanhamento profissional constante estão:

  • aumento da confiança e identificação do colaborador com o seu gestor;
  • esclarecimento de ruídos na comunicação;
  • conhecimento por parte do gestor de desentendimentos entre a equipe;
  • melhora nos processos;
  • maior engajamento do colaborador;
  • resolução de desafios antes que virarem grandes problemas;
  • acompanhamento próximo do desenvolvimento do profissional;
  • possibilidade de ações para atingir as metas;
  • melhora na entrega de resultados.

 

Tudo isso é feito a partir da criação de um ambiente seguro onde o colaborador encontra em seu gestor uma pessoa com quem contar para facilitar sua jornada no trabalho e não da figura autoritária só cobra metas e resultados.

Dessa forma, o profissional se sente engajado com a equipe, querendo ajudar o gestor que durante as conversas o ajuda a se desenvolvem melhor, a equilibrar a vida profissional e pessoal, além de atuar no auxílio para superar desafios e melhorar o dia-a-dia corporativo.

Com One-on-Ones o gestor se torna um facilitador. Abre portas para que sua equipe encontre o caminho e entregue os melhores resultados, de forma conjunta e engajada. 

Bruno Soares destaca que “uma hora com alguém da sua equipe pode aumentar a produtividade dele por duas a quatro semanas e às vezes até mais!”.

 

Como fazer uma reunião one-on-one

Os benefícios das reuniões só são alcançados se as conversas forem conduzidas da forma correta. Entre as principais dúvidas dos gestores sobre como guiar uma 1:1, estão:

  1. Sobre o que falar;
  2. Qual a frequência necessária;
  3. Qual a duração necessária de cada conversa.

Para realmente criar um ambiente seguro é necessário que a reunião não seja estritamente sobre trabalho. Ela deve, inclusive, focar mais nas ambições pessoais dos profissionais, do que sua rotina dentro da corporação — para isso servem as reuniões de feedback e avaliações de desempenho. A medida ideal para a conversa é 80% sobre condições pessoais e 20% sobre profissionais.

Nas one-on-ones é possível discutir desafios que o colaborador esteja passando em sua vida privada, conquistas, planos de desenvolvimento, relacionamento entre vida pessoal e profissional, entre outros.

Todas essas informações ajudam o gestor a ter uma visão ampla do momento de vida dos liderados e que possibilita que façam as cobranças de acordo com que o profissional é capaz de responder no momento.

Isso gera uma sensação de confiança o que contribui para o engajamento. Mas para chegar nesse nível o gestor também precisa dar abertura. Não ter medo de expor suas vulnerabilidades, contar suas aflições e medos são algumas das características de um bom gestor. Só dessa forma o colaborador se identificará e terá segurança para também se abrir e compartilhar.

Para os 20% do tempo a ser utilizado com assuntos profissionais, é importante identificar o que impede que o trabalho seja melhor desenvolvido. Alguns exemplos de perguntas:

  • Quais processos você sente que deveriam ser melhorados?
  • Quais os principais desafios que você encontra?
  • Como é seu relacionamento com a equipe?
  • Como enxerga o futuro do setor no qual atua?
  • Quais mudanças acha que poderiam ser aplicadas?

Para otimizar o tempo e tornar a conversa organizada é importante ter uma pauta previamente definida. As primeiras podem ser desenhadas pelo próprio gestor, até o colaborador entender a dinâmica e passar a delimitar o que quer abordar nas 1:1.

Como esse é um espaço para ouví-lo, é essencial que tenha participação ativa sobre o que será abordado. 

Outro ponto crucial ainda dentro do que falar nas one-on-ones é o plano de saídas. Depois de uma conversa produtiva é preciso criar até 3 saídas, sejam de desenvolvimento pessoal ou profissional, para que os pontos abordados não “morram na praia”.

 

Já falamos aqui que a frequência ideal depende da maturidade do colaborador, mas que não pode ultrapassar 15 dias. Dessa forma, é possível colocar as saídas em prática e ter ciclos curtos de resolução de problemas ou superação de desafios.

A duração da conversa depende também da urgência dos assuntos a serem tratados, mas 30 minutos são o suficiente na maior parte dos casos.

Por serem frequentes, os papos precisam ser curtos para serem produtivos e não prejudicarem a execução das tarefas diárias, tanto do gestor quanto do liderado. Dessa forma, os assuntos abordados são sempre os prioritários e mais urgentes.

 

Quando fazer uma One-on-One?

Como você já deve ter percebido, uma 1:1 é uma reunião entre líder e liderado. Na verdade, podemos conceituá-la mais como um papo para entender os desafios pessoais e profissionais, destacar as conquistas e manter um acompanhamento próximo.

Além disso, as reuniões de one-on-one são capazes de melhorar o relacionamento entre o líder e liderado, criando uma atmosfera de confiança, parceria e evolução mútua.

Tais conversas são periódicas e não devem acontecer em um período de tempo maior do que de 15 dias. Cabe entender a rotina do colaborador e sua maturidade para  determinar a cadência dos encontros.

Profissionais juniores precisam de um acompanhamento mais próximo. Por isso, o ideal é que as one-on-ones sejam feitas semanalmente. Já profissionais mais seniores podem ter um espaçamento um pouco maior entre os encontros, chegando a uma conversa quinzenal.

Mas o importante é que o líder não deixe de puxar essas conversas constantemente. Só assim a prática terá os efeitos esperados.

 

Como se portar em uma 1:1

Outro ponto importante para o sucesso de uma one-on-one é a postura da liderança. A principal regra é que se deve evitar ao máximo o cancelamento ou adiamento das reuniões, tentando sempre mantê-la como prioridade na agenda.

Durante a conversa o gestor precisa demonstrar interesse genuíno na evolução do colaborador. Para isso, precisa estar 100% focado no assunto, deixando celular, mensagens e outros afazeres de lado por um instante.

Se possível, o ideal é não levar os eletrônicos para a conversa. No caso de alinhamentos feitos online, a câmera ligada é primordial.

Se mostrar compreensivo, dar exemplos da própria carreira, não deixar que críticas e pontos de sugestões de lado e mostrar-se solícito são atitudes básicas para construir uma cultura de 1:1 de sucesso.

Como geralmente um gestor tem mais de um liderado sob sua responsabilidade, o ideal é ter o apoio de algum software ou planilha para anotar o que foi abordado, anotar percepções e saídas. Dessa forma será possível acompanhar o histórico e a evolução do colaborador.

Pedir feedbacks sobre seu trabalho também é uma boa ideia para essas reuniões, assim o gestor consegue ter uma visão de como poderia contribuir mais para a equipe.

Esperamos que com a leitura desse artigo você tenha tirado insights valiosos sobre liderança e gestão de pessoas. Sabemos dos desafios enfrentados por lideranças e profissionais de RH e por isso temos como missão facilitar esse trabalho para que os colaboradores sejam, de fato, o ativo mais importante das empresa.

E na sua empresa existe uma cultura forte de 1:1? Conte para gente aqui nos comentários sobre sua experiência para que possamos cada vez mais criar conteúdos que possam lhes ajudar.


Gabriel Leite

Gabriel Leite

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