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Felicidade no trabalho: como alcançá-la e seus benefícios

Você pode investir em muitos aspectos do seu negócio, mas promover a felicidade no trabalho para seus colaboradores pode ser o melhor investimento de todos.

Encontrar a felicidade no trabalho é o sonho de grande parte das pessoas. 

Muitos dizem que a receita para isso é fazer o que gosta, as empresas entenderam que oferecer ambientes descontraídos pode ser uma opção para a felicidade no trabalho e os líderes buscam estimular o melhor de cada um para que encontrem a felicidade. 

Mas será que isso tudo dá resultado? E como realmente construir ambientes de trabalho mais felizes? É o que vamos ver em detalhes neste artigo!

O que é felicidade no trabalho?

A felicidade no trabalho e a satisfação são conceitos subjetivos, enquanto para alguns de nós os benefícios em dinheiro podem ser equiparados à satisfação no trabalho, alguns podem querer, além disso, reconhecimento do seu trabalho árduo e perdem a motivação se não conseguem isso.

Você já ouviu falar da palavra “Arbedjsglæde”?

Arbedjsglæde significa a felicidade que derivamos de ‘fazer’ algo. 

É uma emoção, uma sensação de bem-estar que surge quando nos sentimos bem com o trabalho que fazemos, quando nos sentimos envolvidos no ‘compromisso profissional’. 

O termo Arbedjsglæde é comum na Dinamarca e significa felicidade no trabalho. Em um sentido fundamental, a felicidade no local de trabalho vem quando:

  • Gostamos de fazer as tarefas que nos são atribuídas
  • Sentimos que estamos conectados com as pessoas com quem trabalhamos
  • Estamos felizes com os benefícios financeiros que obtemos com o trabalho
  • Nosso trabalho é valorizado
  • Temos uma perspectiva futura de melhorar nossas habilidades existentes
  • Nos sentimos respeitados e reconhecidos no trabalho

O Guia Definitivo para Criar um Ambiente de Trabalho Feliz

 

Qual a importância da felicidade no trabalho?

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Center for Positive Organizational Scholarship, da Universidade da Califórnia, colaboradores felizes são em média 31% mais produtivos, três vezes mais criativos e, quando atuam com vendas, conseguem resultados 37% melhores dos que os profissionais desmotivados.

Além disso, quando se sentem satisfeitos com o ofício, os trabalhadores têm desempenho 27% superior aos colegas, 125% menos esgotamento, 32% mais comprometimento e 46% mais satisfação com a função que exercem.

Nem precisamos explicar porque esses números são relevantes para os negócios. 

Já para os profissionais, além de ter uma maior qualidade de vida, as estatísticas relacionam felicidade à evolução profissional.

A lógica é simples: quanto mais feliz, mais produtivo e engajado, e assim, maior a chance de ganhar promoções e/ou se desenvolver profissionalmente.

 

5 benefícios em manter os funcionários felizes

De acordo com o TLNT, é altamente benéfico para as empresas criar um ambiente de trabalho feliz e saudável Até mesmo porque a perda de funcionários pode ser dispendiosa.

colaborador feliz

 

1. Melhores habilidades de tomada de decisão 

As pessoas estão melhor equipadas para tomar decisões quando são felizes. As dificuldades no trabalho geram algum grau de medo e nervosismo na maior parte das pessoas, mas as pessoas satisfeitas podem voltar ao seu estado de espírito mais rápido depois de enfrentar uma adversidade.

 

2. Pessoas felizes vendem mais  

Uma pesquisa simples no Google de “pessoas felizes, produtividade, sucesso, negócios” retorna inúmeros artigos e vários estudos mostrando que colaboradores felizes são mais produtivos.

 

3. Maior inovação

Há evidências fortes que mostram uma correlação entre felicidade e criatividade. Alguns estudos mostraram que os funcionários felizes têm níveis mais elevados de criatividade do que os colaboradores infelizes.

Ser feliz pode liberar o cérebro, permitindo maior flexibilidade mental e imaginação.

 

4. Aumento da produtividade  

Pessoas felizes são mais saudáveis. Quando os funcionários recebem menos licença por doença, eles são mais produtivos, melhorando assim a sua produtividade.

 

5. Melhor atendimento ao cliente

Quando se trata de atendimento ao cliente, as empresas precisam ser alegres. Quando a moral dos funcionários é alta, as interações com os clientes refletem isso.

As pessoas felizes são as pessoas perfeitas para os papéis baseados no serviço ao cliente.

Como empregador, você pode gastar tempo e dinheiro em muitos aspectos do seu negócio, mas sua força de trabalho pode ser o seu melhor investimento de todos. 

Assim, tome medidas pró-ativas para abordar as preocupações dos funcionários e criar um ambiente de trabalho mais feliz.

 

Como as empresas podem criar ambientes de trabalho mais felizes?

Aquela imagem de profissionais estressados, dentro de um escritório cheio de mesas com divisões e telefones tocando sem parar já não é mais o sonho de ninguém. 

As pessoas buscam por ambientes leves, que estimulem a criatividade e permitam um equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Existem muitas fórmulas por aí de como construir um ambiente de trabalho feliz, mas em todas elas o “ingrediente mágico” é a conversa. 

Estimular o feedback é essencial. Dessa forma, os ruídos são resolvidos antes de virarem um problema, os profissionais se sentem valorizados por serem ouvidos e ainda recebem  um retorno sobre como a empresa enxerga o seu papel dentro da operação.

Tudo isso diminui substancialmente a ansiedade e melhora os níveis de felicidade no trabalho.

 

Como ser feliz no home-office ou no trabalho remoto?

Em momentos em que o cenário global não é favorável e as pessoas estão tendo que dividir o mesmo espaço para trabalho, lazer, cuidar de filhos, afazeres domésticos, exercícios, entre outros, a felicidade na hora do trabalho é ainda mais difícil de ser alcançada.

Por isso, além da conversa, dois novos “ingredientes mágicos” integram a fórmula para a nova felicidade no trabalho: empatia e generosidade.

Esses dois elementos são essenciais para criar ambientes leves, de cooperação, sem competição não saudável, abertos para novas ideias, tolerantes a erros e testes e que facilitem a execução das tarefas do dia a dia. 

A empatia empresarial é mais do que se colocar no lugar do outro, é ouvir e entender sua realidade. 

Colocando no contexto de home office: se um profissional tem filhos pequenos e o líder  percebe que reuniões matinais são complicadas porque as crianças estão agitadas, não custa nada mudar os encontros para o período da tarde.

São pequenas ações que podem transformar um momento de estresse, em um de produtividade e felicidade. 

A generosidade vai no mesmo caminho e gera um ciclo de cooperação. Se, por exemplo, um colaborador que está com o volume de tarefas mais tranquilo se dispõe a ajudar um colega que está sobrecarregado, este se sentirá grato e quando tiver a oportunidade retribuirá a gentileza.

A conversa permeia esses dois elementos, uma vez que é por meio dela que se pode perceber situações em que um colega está desconfortável e entender como seria melhor lidar com o desafio, para ajudar sem tirar o protagonismo, autonomia e liberdade do outro. 

Essas atitudes são etéreas e permanecem como parte da cultura da empresa independente do ambiente de trabalho, estimulando a felicidade dos profissionais que atuam no negócio e a melhor cooperação entre todos.

 

O papel dos líderes na felicidade dos colaboradores

Os líderes precisam criar uma cultura de feedback onde seja normal os colaboradores compartilharem seus sentimentos.

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Quando compartilhamos o que estamos sentindo, tendemos a encontrar dois cenários:

 

  • Quando o sentimento é ruim

Neste caso, falar as preocupações ou até mesmo as chateações ajuda na resolução dos problemas. 

Ao passo que não deixamos o sentimento ruim evoluir, podemos lidar com ele de forma mais simples, com mediação. Isso evita que algo se acumule e impacte negativamente nas entregas. 

 

  • Quando o sentimento é bom

Ao falar nossas conquistas, incentivamos as outras pessoas do time a se sentirem da mesma forma. Além do mais, pessoas satisfeitas, tendem a ser mais solícitas para ajudar no desenvolvimento dos colegas e aprimorar o seu próprio. 

Nos dois casos – de um problema bem resolvido e do compartilhamento de conquistas – o resultado final é um ambiente de trabalho mais feliz e que sabe valorizar os profissionais que se destacam. 

Esse cenário já é um grande passo para a construção da felicidade no ambiente de trabalho.

O compartilhamento dos sentimentos pode ser feito por meio de uma plataforma de gestão de pessoas, ou reuniões one on one.

É importante que o líder tenha acesso a esses relatos para poder fazer a mediação no caso de problemas, e a valorização do colaborador, caso o sentimento seja positivo.

Até agora falamos de sentimentos relacionados à vida profissional. Mas é importante que o líder entenda os colaboradores por completo, respeitando quando estes têm problemas fora do trabalho e ocasiões de comemoração.

Assim, os profissionais terão ainda mais engajamento com o negócio, o que também estimula que se sintam felizes no ambiente de trabalho.

E na sua empresa, como é visto o compartilhamento de sentimentos? Você estimula ou reprime esse comportamento? É importante refletir sobre essas ações, sejam elas conscientes ou não.

 

Felicidade no trabalho verdade ou mito? 

Conversamos com Vania Ferrari, executiva, criadora do “Pensamentos Transformadores LTDA”, palestrante, escritora e youtuber. Ela defende que a felicidade no trabalho é uma questão pessoal e que realmente passa por estar satisfeito com a profissão que escolhida. 

“Isso fará com que você faça muito bem o seu trabalho (do ponto de vista técnico) e tenha ótimos resultados para sua carreira. Assim, a primeira coisa que você precisa para encontrar  a felicidade no trabalho é ser digno dele, ou seja, ser irrepreensível na execução das suas atribuições”, declara.

 

Ambiente “de startup” traz felicidade?

Vania defende que a motivação e felicidade no trabalho podem ser estimuladas pela empresa por meio de Missão, Visão e Valores fortes e reais. “Não se trata de ter um ambiente com mesa de bilhar, cadeiras coloridas e cerveja no final do expediente. Isso você deve buscar fora da empresa para se divertir. Na empresa você precisa ter foco e brilhar”, pontua. 

Para ela, a cultura forte é o principal fator de engajamento e esses três princípios funcionam como norte para o trabalhador se sentir estimulado a executar melhor suas funções e, consequentemente, ficar satisfeito em seu cargo.

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“A missão e a visão são como bússolas para os colaboradores e precisam fazer parte do dia a dia da organização, ou seja, tudo o que está escrito lá deve ser praticado por todos, do presidente ao estagiário. Com isso fica fácil: o ponto comum está lá, nas paredes da empresa e também nas atitudes de todos”, diz a executiva e palestrante.

 

O poder do feedback

Sempre existe aquele colaborador que está descontente com o trabalho e acaba influenciando negativamente os outros. Para não permitir que a insatisfação de um impacte no engajamento do time, Vania afirma que é preciso acompanhar o profissional para entender o motivo da desmotivação e dar feedbacks constantes.

Se as críticas forem embasadas, os responsáveis precisam rapidamente ouvi-las e adequar os processos deficitários, diz ela, mas se são reclamações vazias, o problema não é diretamente com a empresa.

“É bem verdade que depois de 3 feedbacks sobre o mesmo tema esta pessoa precisa ser desligada da empresa, pois não está colaborando e sim contribuindo para a má performance de todos”, enfatiza Vania.

 

A felicidade do líder e a sua influência na equipe

Uma equipe motivada e formada por pessoas satisfeitas e felizes em seus cargos é espelho de um líder com as mesmas características e que inspire seu time.

Vania defende que o gestor é como um grande maestro e precisa acompanhar o ciclo de vida  na empresa de cada integrante da sua equipe.

Para ela, o líder deve ser responsável “do recrutamento e seleção das pessoas certas para cada cargo, até a comunicação assertiva de objetivos e metas, passando por domínio de técnicas de feedback e interação com seu time”.

A única maneira de fazer isso de forma realmente acertada é sendo um líder que se desenvolva para atuar neste cargo.

“Gestor precisa ser bem formado: fazer cursos técnicos e comportamentais, aprender a dar e receber feedbacks, aprender a fazer avaliações de desempenho justas e que gerem crescimento no time. Os indicadores de sucesso de uma gestão estão diretamente ligados aos indicadores de sucesso do seu time”,  exemplifica Vania.

 

O líder também precisa estar feliz

Mas, assim como cada integrante de sua equipe, o líder também é um funcionário à procura da felicidade. Como dito, suas atitudes inspiram o time, portanto, um líder desmotivado gera uma equipe igualmente insatisfeita.

Aqui cabe a máxima defendida por Vania de que a motivação e felicidade são resultado de um trabalho bem feito, ou seja, o que deve estimular e engajar um gestor é o resultado de suas ações.

“Gestor tem que cuidar de gente, tem que salvar uma alma por dia. A motivação de um gestor precisa ser a de transformar a vida de seus colaboradores, fazendo-os crescer e evoluir pessoalmente e profissionalmente. Se isso não o motivar, significa que ele não tem perfil para ocupar este cargo”, explica a executiva.

Para executar este papel de desenvolvimento de equipe, o líder precisa, necessariamente, saber priorizar funções, diminuindo assim a pressão sobre a execução do seu trabalho e de sua equipe. 

“Não existe um portfólio de 50 projetos em um mês. O líder precisa escolher 5 coisas que sua equipe fará maravilhosamente bem e que trará os resultados que sua área precisa. O melhor jeito de lidar com a pressão é fazer bem feito o que precisa ser feito” pontua Vânia.

 

Dica de ouro para alcançar a felicidade no trabalho

Para finalizar, Vania enfatiza que independente do cargo que exerce e empresa que atua, para encontrar a felicidade no trabalho o profissional deve ser bom&bom: “bom tecnicamente e bom de coração. Ser corajoso, estudioso, dedicado, amigo e sempre colaborar com todas as pessoas da empresa”.

Gabriel Leite

Gabriel Leite

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