Gestão de equipe: 10 habilidades de um gestor inspirador

gestão-de-equipe

O objetivo profissional da maior parte das pessoas é alcançar cargos de gestão de equipe. Esse é o caminho natural da progressão dentro de um negócio e chegar na liderança de equipes e projetos é o reflexo de um trabalho bem feito. 

No entanto, o que poucas pessoas sabem é que não se aprende a fazer a gestão de equipe do dia para noite e o líder tem papel essencial no gerenciamento de projetos. 

Além de ser responsável por guiar uma equipe, apresentar resultados para o negócio, tomar decisões importantes, traçar estratégias, cobrar resultados e gerir conflitos, os gestores são também incumbidos de manter e aprimorar a motivação e engajamento da equipe.

De acordo com um levantamento da consultoria de recrutamento Michael Page, 8 em cada 10 profissionais deixam seus trabalhos por conta do chefe.

Além das questões de comportamento, as decisões equivocadas ou mal planejadas são o que desgasta o relacionamento entre um líder e seu liderado a ponto de o tornar insustentável.

Por outro lado, a boa gestão de equipe acontece quando o líder consegue alinhar o trabalho técnico com habilidades interpessoais e melhorar a qualidade da vida profissional do seu time. Então, como ser esse gestor?

tipos-de-liderança

 

O que é preciso para ser um gestor inspirador?

Saiba que a saída para se tornar um líder inspirador e continuar a trajetória de sucesso, tanto da sua carreira quanto do negócio em que está atuando, é saber equilibrar técnica e sensibilidade.

De nada adianta um líder que tem muito conhecimento sobre a área, mas centraliza as funções, é mais operacional do que estratégico, não tem paciência com os profissionais ou não consegue entender a realidade do outro.

Em casos mais complicados pode até fazer cobranças de forma agressiva ou usar ameaça como forma de “motivação”.

Da mesma forma, não é interessante ser um líder carismático, compreensível e empático, mas que não dá o exemplo de como pensar estrategicamente, montar um planejamento, seguir as atividades de olho nas metas e executar a função técnica.

Para balancear técnica e relacionamento é preciso que o gestor desenvolva determinadas habilidades. Confira abaixo 10 principais habilidades que um gestor precisa para conduzir a gestão de equipe.

 

Gestão de equipe: 10 habilidades que você precisa ter

gestão de time

Aqui na Feedz, assuntos relacionados à gestão de pessoas e liderança nos inspiram muito. 

Nós amamos pesquisar e falar sobre isso, e acreditamos que as lideranças são os principais impulsores da motivação e da felicidade no ambiente de trabalho

Por isso, separamos algumas das habilidades que consideramos essenciais para a gestão de equipe.

 

1. Planejamento factível e alinhado com a realidade

O papel do líder é conduzir a equipe da melhor forma possível a alcançar os resultados estipulados, para isso, organização e planejamento é fundamental.

Técnicas de gestão ágil são bastante difundidas para organizar metas e alinhar as ações que resultem no atingimento dos objetivos, elas, portanto, podem ser as melhores amigas dos gestores na hora de desenhar um planejamento de ações.

O OKR, por exemplo, permite que o gestor e sua equipe pensem, em ciclos curtos, quais resultados querem chegar e quais ações precisam cumprir para alcançá-los. A metodologia tem como base a colaboração.

O ideal é que o gestor delimite o OKR e os KPIs de forma conjunta com sua equipe, deixando que os colaboradores façam parte desse processo e entendam como a execução de seu trabalho impacta nos resultados apresentados pelo time inteiro.

O papel do gestor nesse caso é quase o de um mediador. Ele precisa garantir que as ações da equipe estejam alinhadas com o objetivo principal do negócio e guiar o planejamento das entregas para que as responsabilidades fiquem bem distribuídas.

 

2. Pensamento estratégico

O gestor precisa ser quem guia a equipe para alcançar os resultados estipulados. Muitos líderes entendem que seu papel é apenas garantir que as entregas estejam no prazo e com qualidade.

No entanto, um gestor inspirador é aquele que enxerga a frente, que tem pensamento estratégico para garantir constância e valor nos resultados

Para isso, a capacidade de otimização é essencial. O gestor precisa olhar os processos e entender como o time pode ser mais eficiente com menos etapas.

Também precisa conseguir encaixar as habilidades pessoais da equipe em projetos condizentes e guiar os profissionais sempre com uma visão de futuro.

 

3. Capacidade de delegar funções

Como falamos, é essencial que o gestor tenha experiência na área de atuação da equipe que lidera. Assim, ele terá conhecimento “de campo” para propor soluções e orientar o time a melhores práticas.

No entanto, por ter um entendimento maior da função técnica, muitos líderes acabam centralizando funções em si, se tornando mais operacional do que estratégico. 

É preciso entender que quando se está em posição de liderança, é mais importante delegar tarefas do que ter muito a cumprir.

Só dessa forma o gestor conseguirá olhar o todo, ter tempo de ouvir os colaboradores, conseguir desenhar o planejamento e estratégia da área. Para um gestor ser inspirador vale a máxima de que mais vale uma cabeça cheia do que uma agenda lotada.

 

4. Acompanhamento de resultados

Existem líderes que participam apenas do começo e do fim da entrega. Ou seja, repassam a meta e cobram que ela seja atingida, sem fazer um acompanhamento durante o desenvolvimento do trabalho.

Essa atitude, porém, os afasta dos seus liderados e cria uma barreira de apreensão.

Portanto, o ideal é que o gestor esteja presente em todo o processo, tanto para reconhecer etapa por etapa de um trabalho bem feito, quanto para entender os desafios e propor soluções rapidamente a fim de reverter um resultado negativo.

 

5. Conhecimento de mercado

Para conseguir dar essa visão estratégica e de planejamento, no entanto, é essencial que o gestor tenha conhecimento de mercado.

Só assim ele poderá orientar quanto às melhores decisões para impulsionar os resultados, além de se posicionar como referência para a equipe.

Ao delegar funções operacionais, o líder consegue ter tempo de estudar, diariamente, o mercado de atuação para prever tendências e adicionar mais valor nas entregas de seu time.

 

Inteligência emocional e gestão de equipe: a dupla perfeita

Para ser um bom líder, não basta somente ter competências técnicas e entender do negócio.

A liderança requer algumas habilidades que, muitas vezes, não estão diretamente relacionadas com a profissão em si, mas sim com habilidades emocionais que podem ser úteis para gerenciar problemas e propor soluções.

Veja agora as outras habilidades de um gestor inspirador:

 

6. Saber ouvir

Quando se alcança uma posição de liderança muitos acreditam que é a oportunidade de se fazer ouvir, de ter voz dentro da organização para poder expor seu ponto de vista.

Mas, na verdade, quando se chega a cargos de gestão, o mais importante é o inverso: saber ouvir.

É preciso entender os desafios que a equipe está enfrentando, estar ciente dos conflitos internos, saber a opinião do cliente sobre o trabalho que está sendo entregue.

Ouvir os planos da diretoria e estar sempre disposto a receber informações para criar uma visão estratégica para a área.

Ouvir seus liderados é o mais importante e isso pode ser feito por meio de reuniões de feedbacks constantes.

Dessa forma, o gestor está antecipando problemas — ao detectar desafios cedo e ajudar na sua superação — e criando um vínculo de confiança com sua equipe, o que impulsiona a motivação – e consequentemente a retenção de talentos e melhor performance.

 

7. Saber se comunicar

Se por um lado receber informação é uma das principais habilidades de um gestor inspirador, por outro é essencial que saiba comunicá-las.

Os dados não podem ficar centralizados no papel do gestor, é importante que a informação rode de forma clara entre a equipe. 

Além disso, por meio de uma comunicação assertiva e objetiva, é possível evitar ruídos e garantir que todos estão na mesma página sobre execução de tarefas, objetivos e modo de operação.

 

8. Ter empatia

Ser um gestor empático é o contrário de ser autoritário. Isso significa que ter empatia é delegar funções e não apenas despejar atividades em cima do colaborador e exigir o cumprimento das metas.

É se colocar no papel do profissional e entender qual sua capacidade no momento. 

Os colaboradores têm uma vida fora do trabalho que pode impactar diretamente na sua produtividade, é papel de um bom líder ter a sensibilidade de entender como o liderado precisa ser tratado de acordo com a realidade que está vivendo.

Dessa forma, os profissionais sabem que têm a tranquilidade de resolver um problema de cada vez, o que sabemos ser mais efetivo e responsável do que sobrecarregá-lo.

 

9. Ser resiliente

Se no nível operacional os desafios e cobranças, muitas vezes, são grandes, no gerencial estes são multiplicados. Isso porque além de responder para os clientes e diretoria, os gestores também precisam ser transparentes com seus liderados.

Por isso, saber lidar com a pressão, tomar decisões racionais em meio a um conflito, traçar planos estratégicos rápidos para sair de um problema e orientar com calma a equipe são características essenciais de um gestor inspirador.

 

10. Ter autoconhecimento 

Por fim, um bom gestor é aquele que sabe seus limites e que tem inteligência emocional avançada para manter a calma em situações desafiadoras. Como exemplo:

  • o líder não pode se desesperar mediante a resultados negativos, ele deve ser quem mostra a saída;
  • não deve perder a calma em meio a conflitos, deve ser quem traz à razão;
  • não deve atropelar o planejamento, mas quem aterrissa os processos;
  • deve ter autoconhecimento o suficiente para entender como age no instinto e controlar suas ações para ser exemplo. 

 

Quantas pessoas um gestor pode gerenciar efetivamente?

De acordo com o ERC 100, idealmente, em uma organização, de acordo com os especialistas da organização moderna, são aproximadamente 15 a 20 subordinados por supervisor ou gerente. 

No entanto, alguns especialistas com um foco mais tradicional acreditam que 5-6 subordinados por supervisor ou gerente são ideais. 

Em geral, no entanto, esse número depende de vários fatores, incluindo:

  • Tamanho da organização: O tamanho de uma organização é um grande influenciador. As organizações maiores tendem a ter maior alcance de controle do que as organizações menores.
  • Natureza de uma organização: A cultura de uma organização pode influenciar; uma cultura mais relaxada e flexível é consistente com uma mais ampla; enquanto uma cultura hierárquica é consistente com estreita. É importante considerar a cultura atual e desejada da organização ao determinar.
  • Natureza do trabalho: Os trabalhos/tarefas rotineiros e de baixa complexidade exigem menos supervisão do que os trabalhos que são inerentemente complicados, pouco definidos e requerem tomada de decisão frequente.
  • Habilidades e competências do gerente: Os  supervisores ou gerentes mais experientes geralmente podem ser mais amplos que os supervisores menos experientes. É melhor considerar também em que grau os supervisores e gerentes são responsáveis ​​pelos aspectos técnicos do trabalho (deveres não gerenciais).
  • Habilidades dos funcionários: funcionários menos experientes exigem mais treinamento, direção e delegação (supervisão mais estreita, estreita); enquanto os funcionários mais experientes requerem menos treinamento, direção e delegação (menos supervisão, maior).
  • Tipo de interação entre supervisores e funcionários: A  interação/supervisão mais frequente é característica de um grupo mais restrito. Menos interação, como supervisores, principalmente respondendo perguntas e ajudando a resolver problemas dos funcionários, é característica de uma ampla. 

O tipo de interação que você deseja que seus supervisores e gerentes envolvam com seus funcionários deve ser consistente com o controle que eles recebem.

 

Conclusão

Gestão de equipe não é microgerenciamento. Trata-se de criar um ambiente em que todos possam fazer o seu melhor trabalho. Se você está ocupado demais para fazer isso, está realmente gerenciando?

Bruno Soares

Bruno Soares

Voar pelo conteúdo

A plataforma completa para aumentar o engajamento e desempenho de colaboradores

Assine nossa newsletter!

Outros conteúdos que você pode gostar