Como definir metas motivacionais para os times?

A definição de metas é um desafio para todo gestor. Em algumas áreas, como vendas,  esse processo é mais tradicional, com modelos bem estabelecidos de sucesso, agora para outras, como RH, o estabelecimento de metas que contribuam para a motivação do time pode levantar diversas dúvidas: o que é um bom objetivo? Como definir metas? Qual o limite entre motivação e pressão?

O primeiro passo é entender o que são as metas a fundo. Mais do que atividades que devem ser cumpridas para gerar um ganho no final, elas precisam ser os indicadores para chegar em um objetivo comum, unindo o time e trazendo motivação e engajamento. 

As pessoas são como vetores nas empresas, ou seja, possuem força e direção. Se todas  focarem suas energias para um mesmo norte, a força é somada, garantindo maior sucesso, agora, se cada uma trabalhar olhando para um objetivo diferente, não saem do lugar como equipe. 

 

Afinal, o que são metas?

 

Metas são o caminho para atingir um objetivo. Por exemplo, se o time de RH tem como objetivo diminuir o turnover da empresa, as metas podem ser: garantir eNPS de 80 em um período de 3 meses, garantir que todos os gestores façam 1:1 com seus liderados pelo menos duas vezes ao mês, fazer benchmark com 3 empresas e assim por diante.

Todos esses exemplos de metas têm em comum o fato de serem mensuráveis, claras e factíveis. Essas são as três principais características que devem ser buscadas. Se as metas não forem mensuráveis, é impossível dizer claramente se foram cumpridas ou não, desviando o foco dos colaboradores ao deixar o caminho “aberto” e gerando desmotivação, uma vez que é impossível atingir o sucesso. 

Outro ponto é a clareza: as metas não vêm acompanhadas do gestor o tempo todo, ou seja, o colaborador precisa conseguir ler ela e entender exatamente o que está sendo proposto, sem nenhum tipo de desvio. Só assim as forças são somadas e podem ser desenhadas estratégias para alcançar as metas. 

Ser factível é essencial, afinal, metas inalcançáveis são quase como “anti-metas”, uma vez que exercem a função totalmente contrária do que seu objetivo inicial. Mas isso não significa que devem ser fáceis, elas precisam ser inspiracionais, ou seja,  deixar o sabor de desafio no ar, ao mesmo tempo que podem ser alcançadas. A linha entre as duas é tênue, um bom gestor é aquele que consegue tornar metas alcançáveis inspiracionais, mantendo a motivação do time, ao passo que ajuda no alcance dos resultados.

Uma boa meta, portanto, segue esse modelo: o quê + quanto + quando. 

Exemplos:

Aumentar  o número de contratações em 20% em 2 meses
Alcançar o eNPS 80, e não menos de 75, em 3 meses

 

Como acompanhar as metas

 

Uma das características de uma boa meta é ser mensurável, ou seja, possuir métricas de sucesso que podem ser acompanhadas ao longo do tempo para entender se o sucesso será alcançado.

Como acompanhar essas metas, vai depender da estratégia traçada para alcançá-las. Se, por exemplo, o time de RH de uma precisa precisa, no fim de 3 meses, entregar um plano de carreira estruturado para todas as áreas do negócio é preciso desenhar um planejamento estratégico para estruturar o cumprimento da meta. Assim, é possível prever que no mês 1 terá sido feita a análise SWOT de cada área para entender suas forças e fraquezas, com base nisso, no mês 2 será desenhado o plano de x setores e no mês 3, mais y.

Sistemas como OKR permitem o acompanhamento dos objetivos e atividades elencadas para realizá-los. Por meio de softwares com acesso compartilhado entre todos da empresa, é possível tanto acompanhar o planejamento para o cumprimento das metas e sua evolução, quanto entender como essas ações impactam no trabalho dos outros e no negócio como um todo. 

A realização de feedbacks constantes também faz parte de um framework de alto desempenho, que garante excelência na gestão. Eles permitem que o líder entenda as dificuldades dos liderados e os ajude a superá-las para alcançar a meta, por outro lado é também um espaço de reconhecimento por um bom trabalho. Feedbacks permitem que problemas sejam mapeados cedo, facilitando sua resolução e sucesso da meta, por isso devem ser feitos de maneira rotineira, não apenas no fim de ciclos.

 

Tenha um time de alta performance

 

Com metas bem alinhadas, inspiracionais ao mesmo tempo que alcançáveis e um acompanhamento próximo da evolução da estratégia para alcançá-las, um gestor consegue montar e manter um time de alto desempenho. Isso porque as pessoas seguem motivadas ao perceberem a evolução do seu trabalho, o reconhecimento do líder e a união do time. 

Muitas empresas oferecem prêmios para quem atinge as metas, prática saudável que ajuda na motivação das equipes para alcançá-las, mas é essencial que o líder consiga o engajamento de seu time, para que o trabalho não vire apenas uma forma de conquistar tal  premiação – ela deve ser parte do reconhecimento e não o objetivo principal. 

Para engajar um time no cumprimento das metas, o gestor deve envolvê-lo na definição das atividades, na criação da estratégia e não deixar de acompanhar de perto a evolução, por meio de 1:1. Assim, os profissionais se sentirão responsáveis por essas metas e entederão seus impactos no negócio. 

Para construir um time de alta performance, portanto, a receita é: defina metas de forma conjunta com o time, que sejam desafiadoras mas factíveis, claras e mensuráveis, além de fazer um acompanhamento próximo até a cumprimento da mesma.

E na sua empresa, como funciona o desenho das metas? A Feedz, por meio das ferramentas de OKR, Avaliação de Desempenho e Feedbacks, pode contribuir para que seu time alce vôos cada vez mais altos. Conheça as opções.