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Maternidade e trabalho: como acolher as mães no ambiente profissional?

Grande parte das mulheres que engravidam temem perder o emprego. Outras, nem conseguem retornar ao mercado após a chegada do filho. Confira como as empresas podem acolher essas profissionais, tornando a maternidade e trabalho uma pauta essencial da cultura organizacional.
Maternidade-e-trabalho

Parece até impensável discutir a questão de gênero no ambiente de trabalho, onde mais de 49% dos cargos empresariais são ocupados por mulheres. Mas o medo de se tornar mãe e conciliar maternidade e trabalho ainda está presente na vida de muitas trabalhadoras. 

A dupla rotina, ou até mesmo tripla, que muitas mulheres enfrentam pode ser fator determinante quando o assunto é conquistar um emprego. Isso porque, na sociedade em que vivemos, a criação e cuidado com os filhos é atribuída quase 100% à mulher, sendo portanto uma preocupação que atinge poucos homens.

Retrato das mulheres no mercado de trabalho

Atualmente, a remuneração da mulher no mercado de trabalho corresponde a 80% do que o homem ganha, isso para desempenhar as mesmas funções. 

De acordo com dados do IBGE, essa realidade aflige o Brasil, assim como impacta as mulheres do mundo todo, de acordo com registros do Fórum Econômico Mundial. 

Para analisarmos os dados, basta observar a presença de mulheres exercendo cargos hierárquicos nas empresas. A presença delas ainda é a minoria, reflexo do preconceito com as mães no mercado de trabalho

Apesar das desigualdades entre mulheres e homens, dados históricos revelam que a realidade está sendo modificada aos poucos. Para se ter uma ideia, há algumas décadas, a diferença de salário entre gêneros era discrepante. 

Nos anos 80, por exemplo, a mulher ganhava 68% do que o homem para exercer as mesmas funções em cargos iguais ou similares, assim como mostra um levantamento feito pelos economistas brasileiros Naercio Menezes Filho e Ana Carolina Giuberti. 

 

Se pensarmos na relação tempo x modificações, é possível chegar à conclusão que basta mais alguns anos para que as mulheres conquistem, finalmente, as mesmas oportunidades salariais que os homens, certo?

Infelizmente, a resposta é não. Isso porque, apesar de as mulheres estarem se qualificando mais que os homens, serem maioria em Universidades e liderarem pesquisas importantes por todo o mundo, a maternidade é um ponto que ainda pesa na carreira.

Guia Maternidade no trabalho

 

As mulheres no mercado de trabalho 

No mercado de trabalho, as mulheres que possuem filhos sofrem mais em relação às mulheres que não são mães. 

De acordo com um estudo realizado pela socióloga Louise Marie Routh, em 2006, nos Estados Unidos, 36% das mulheres que possuem filhos afirmaram que, após o período da gestação, suas carreiras foram afetadas, enquanto as mulheres que não tinham filhos, conseguiram seguir planos e trajetórias dentro da companhia, inclusive com promoções e aumento de salário. 

A disparidade de salários e oportunidades de emprego parece grande entre homens e mulheres, mas a situação se agrava ainda mais entre mulheres que são mães

De acordo com pesquisas, mulheres que não são mães possuem 80% de chance de serem contratadas em relação às mulheres que possuem filhos, mesmo que estas possuam currículos e qualificações semelhantes. 

De acordo com pesquisa realizada na revista Crescer, 94% das entrevistadas afirmam ter dificuldade em conciliar a maternidade e carreira. 

Além dos muitos fatores que envolvem o preconceito com as mães no mercado de trabalho, as mulheres ainda sofrem com a falta de políticas trabalhistas e a isenção da flexibilidade das horas trabalhadas, comum na rotina de muitas profissionais.  

 

Papel das empresas na maternidade e trabalho

O RH de uma empresa é fundamental para dar suporte às mulheres que são mães, ou àquelas que estão passando pelo período da gestação. Quando a empresa fornece caminhos palpáveis, fica mais sustentável conciliar maternidade e trabalho.

Assim, criar ambientes e meios que debatam o assunto nas organizações é o primeiro passo para garantir que as mulheres tenham o apoio necessário para seguir a carreira profissional e a maternidade. 

De acordo com a Pesquisa dos Profissionais da Catho de 2018,  30% das mulheres que se tornaram mães perderam o emprego logo no início da gestação, ou no retorno da licença maternidade. Entre os homens, o número se mostra bem inferior, atingindo apenas 7%.

Na edição deste ano do Feedzday Talks, a fundadora da B2Mamy, Dani Junco, falou sobre o poder de uma mãe que deseja ser inspiração para seu/sua filho/a. Dá uma olhada neste vídeo incrível e inspirador ?

Outro aspecto importante para se analisar é o preconceito com as mães no mercado de trabalho. Isso porque 66% das mulheres que possuem filhos recebem menos em relação às mulheres que não são mães. 

Além disso, cargos de chefia dificilmente são destinados às mulheres, já que grande parte das empresas ainda acredita que a maternidade pode influenciar nas atividades profissionais.

 

E o home office?

O home office, modelo adotado por diversas empresas durante a pandemia do coronavírus, ajudou a economia a não parar. A princípio, parecia uma boa alternativa, já que, mesmo em casa, os colaboradores continuaram com as demandas e os horários comerciais, por exemplo. 

Porém, trabalhar em casa não anula os desafios que milhares de mulheres precisam enfrentar em suas jornadas duplas

Mesmo em casa, as responsabilidades continuam, ou até aumentam, quando se é mãe. Algumas mulheres não conseguem seguir os horários comerciais, se desdobram para manter a rotina e conciliar maternidade e carreira. 

Algumas empresas, mesmo tendo horários flexíveis, ainda assim continuam exigindo uma jornada de trabalho intensa. E trabalhar em casa ainda carrega o peso de conciliar maternidade e trabalho. 

Dessa forma, o caminho encontrado por muitas mulheres foi construir uma rede de apoio onde pudessem compartilhar suas experiências e desafios. Além disso, para contribuir com jornadas de trabalho mais igualitárias, as empresas podem buscar formas de humanizar as agendas, conversar  e entender o universo onde cada colaboradora está inserida.

 

Como as empresas podem auxiliar profissionais em relação à maternidade e trabalho?

Apesar de ainda existir preconceito contra as mães no mercado de trabalho, é inegável que as mulheres conseguem se sair muito bem conciliando maternidade e carreira. Prova disso é o aumento do número de profissionais mulheres no mercado e em diferentes setores

Para que as mulheres tenham mais autonomia, as empresas podem contribuir para tornar as experiências dessas profissionais mais leves, já que as mães têm, por Lei, direitos garantidos no regime CLT

Mas afinal, como as empresas podem criar uma rede apoio para lidar com os aspectos da maternidade?

 

1. Ajudar no período de gravidez 

Quantas mulheres você já viu perderem o emprego logo após anunciarem que estão grávidas? Infelizmente, essa realidade afeta muitas trabalhadoras pelo mundo. 

Assim, o primeiro passo para criar ambientes de trabalho mais acolhedores, é trazer segurança e garantir o suporte necessário nessa fase

Além disso, é importante que as empresas se tornem mais flexíveis, principalmente em relação a horários, já que durante o período de gestação as mulheres precisam cumprir o pré-natal. 

Assim, é possível criar uma cultura organizacional que tenha programas de apoio a qualquer assunto relacionado à gestação e cuidado com a saúde da mulher. 

Ainda, as empresas podem criar espaços mais confortáveis para as gestantes, já que o corpo da mulher passa por muitas mudanças. 

Então, desenvolver ambientes onde a colaboradora grávida se sinta mais confortável pode contribuir para melhorar o bem-estar da profissional e sua relação com o trabalho.

 

2. Auxiliar no trabalho presencial 

De acordo com a Lei da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, após a licença maternidade, é direito da mulher ter pausas de 30 minutos cada, durante o horário de expediente, para amamentar o filho até que este complete 6 meses de idade.

Assim, as empresas podem criar ações que motivem a funcionária que acabou de retornar da licença, como disponibilizar uma área da empresa para amamentação

Além disso, também é interessante fornecer auxílio-creche ou instalação adequada dentro do local de trabalho para que a funcionária deixe o bebê no horário do trabalho. 

Outra medida que as empresas podem adotar é criar jornadas flexíveis de trabalho próprias para profissionais que possuem filhos. 

Assim, estabelecer metas, ou até mesmo possibilitar que parte do expediente seja feito em casa (home office), principalmente na volta da licença maternidade. 

 

3. Flexibilidade no home office 

O home office possibilita que, além do horário comercial, as empresas tracem metas a serem cumpridas no dia. 

Ou seja, para que as mulheres consigam conciliar maternidade e trabalho, as empresas podem proporcionar maior flexibilidade nos horários, onde as profissionais não precisem cumprir horários determinados, mas sim uma lista de demandas, por exemplo. 

Com isso, a profissional tem mais liberdade de organizar uma rotina que atenda tanto às necessidades da empresa quanto aos horários dos filhos em casa.

Além disso, e para tornar a rotina dessas mulheres mais leve, as companhias podem investir em treinamentos, mentorias ou até aconselhamento profissional

Manter grupos de apoio que acompanham a profissional e forneçam aconselhamento é uma forma de colher sugestões para incrementar e melhorar as políticas de RH. 

Com isso, cria-se dentro das empresas uma cultura organizacional mais humana e fortalece a relação de inclusão por parte das companhias.

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Larissa Gracietti

Larissa Gracietti

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