O papel do RH e do gestor na saúde financeira do colaborador

Cuidar da saúde financeira dos colaboradores é também papel do RH e dos gestores. Aprenda como fazer isso!
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Por mais que muitas empresas queiram pensar que não, os aspectos da vida pessoal dos colaboradores impactam diretamente no negócio, inclusive a saúde financeira do colaborador. Por isso,  a saúde financeira dos profissionais também é assunto dos RHs.

A tendência das empresas olharem de forma mais efetiva para a saúde financeira familiar e pessoal dos colaboradores é maior no exterior.  De acordo com o Relatório de Benefícios no Local de Trabalho de 2020, do Bank of America, 62% dos empregadores norte-americanos ouvidos se sentem “extremamente” responsáveis pelo bem-estar financeiro dos profissionais que empregam.

Por outro lado, 45% dos colaboradores ouvidos por um estudo da PwC admitiram que as preocupações financeiras afetaram a produtividade no trabalho. Durante a pandemia, esse cenário piorou.  

Dito isso, as empresas – tanto as norte-americanas, quanto as brasileiras – que querem estar conectadas com seus colaboradores e fornecer melhor qualidade de vida deveriam ter saúde financeira como parte do seu plano de benefícios. 

Lá fora, as empresas já estão oferecendo treinamentos e mentorias para seus colaboradores sobre:

  • Poupança para aposentadoria;
  • Planejamento de custos de saúde;
  • Orçamento doméstico;
  • Gestão de dívidas.

Portanto, as áreas de RH conectadas nas tendências mundiais e necessidades de seus colaboradores precisam começar a inserir saúde financeira em seu plano

Mas não se preocupe, traremos aqui tudo sobre o assunto para seu negócio sair na vanguarda. Acompanhe!

O que é saúde financeira? 

Saúde financeira nada mais é do que uma organização eficaz das finanças, o famoso “estar no verde”. Se diz que  uma pessoa tem uma boa saúde financeira quando ela consegue pagar suas contas, ter uma previdência, ter uma reserva de emergência e ainda qualidade de vida.

Resumindo: saúde financeira é quando o salário é suficiente para pagar as contas do colaborador, sobrar para guardar e ainda render para o happy hour e horas de lazer. 

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Falando assim pode até parecer que a saúde financeira está condicionada ao valor do salário, mas, na verdade, ela diz respeito a como este é usado. Quantas vezes você cruzou com alguém que gasta mais do que ganha? Ou que mesmo recebendo aumentos não sai do vermelho?

Além de organização, saúde financeira tem muito a ver com a educação. Isso porque as pessoas são “programadas” a se relacionarem com o dinheiro da forma que cresceram vendo seus pais usarem seus recursos.

Há quem tenha aprendido a viver com dívida, existem aqueles que têm aversão ao risco e guardam tudo em detrimento da qualidade de vida, há os que aprendem que dinheiro é ruim e não conseguem guardar, entre outros.

Esses e outros comportamentos são descritos no livro “Os segredos da mente milionária” de T. Harv Eker. É interessante o RH das empresas conhecer esses perfis para entender como podem apoiar melhor os colaboradores.

Aqui o termo da moda é válido: é preciso mudar o mindset. Só mostrando para os colaboradores como é ter um relacionamento saudável com o dinheiro que é possível dar o próximo passo e ajudá-los a ter as finanças em dia.

 

Qual é o papel do RH e dos gestores na saúde financeira dos colaboradores? 

Mas por que o RH ou os gestores devem atuar para melhorar a saúde financeira dos colaboradores? É simples, porque ninguém tem uma chavinha que liga e desliga vida pessoal e profissional.

Tem se dito muito no mercado que essa separação não faz mais sentido. Isso porque as empresas entenderam – e incentivam – que as pessoas sejam elas mesmas nos ambientes profissional. 

Por um lado, isso faz com que os colaboradores se sintam mais à vontade no ambiente de trabalho, tenham maior qualidade de vida durante as 8 horas do dia que dedicam para a empresa e sejam mais felizes — e assim, mais produtivos.

Por outro lado, é impossível deixar de lado os problemas de casa durante o expediente. Se o filho está doente, empresas de cobrança estão ligando ou se a pessoa não tem dinheiro o suficiente para  se alimentar e se transportar, isso com certeza vai interferir na execução do trabalho dela, aumentando o estresse.

É por isso que contribuir para melhorar a saúde financeira é tendência dos RHs pelo mundo. Foi entendido que um colaborador com as finanças em dia, está mais tranquilo para executar seu trabalho da forma ideal.

Mas o que o RH e os gestores podem fazer? O primeiro passo aqui é ter empatia e paciência. Falar de dinheiro ainda é um tabu, então muitas pessoas se sentirão acuadas ou envergonhadas de participar de ações de mentorias ou consultorias.

O primeiro passo, portanto, é falar sobre o assunto. O RH pode promover palestras sobre saúde financeira, oferecer o apoio de planilhas de controle de custos, oferecer conteúdo na comunicação institucional, entre outros.

Assim, as pessoas se acostumam com o tema e se sentem mais à vontade para realmente participar de ações que melhorem a sua saúde financeira familiar. Os gestores, por outro lado, são a ponta mais próxima dos colaboradores.

Eles devem incentivar a participação nesses programas, divulgar as ações do RH e tentar ser próximos o suficiente dos colaboradores para entender seus problemas e ajudar a minimizá-los. 

 

3 ações que podem ser realizadas para melhorar a saúde financeira dos colaboradores

Mas como fazer isso na prática? Trouxemos 3 exemplos de ações que podem ser feitas pelos RHs das empresas e gestores para melhorar a saúde financeira de seus colaboradores.

Depois que já tiver sido criado um ambiente de normalização  do assunto, é possível oferecer programas de auxílio com mais engajamento, como:

 

1. Benefícios voltados à saúde financeira

Uma das maiores preocupações dos brasileiros é com a aposentadoria. Sendo assim, as empresas podem fazer parcerias com instituições financeiras e criar um plano de previdência privada conjunto. Então, o negócio deposita uma quantia mensal em forma de benefício na previdência e ajuda o colaborador a poupar para o futuro. 

2. Mentorias

O desafio maior de quem não tem uma boa saúde financeira é entender como ajustar seus gastos e seus ganhos para “caber no mês” e quitar possíveis dívidas. Por isso, esse acaba sendo um trabalho individualizado. As empresas podem ter como política dar mentorias de saúde financeira para seus colaboradores e ajudá-los a ter uma melhor relação com o dinheiro. O acompanhamento nesse processo é fundamental.

3. Oferecer ferramentas

Tabelas e aplicativos de controle de gastos são ferramentas úteis que podem ajudar os colaboradores a entenderem onde estão gastando errado. A empresa pode mostrar as melhores ferramentas e até criar algumas próprias para o colaborador controlar seus gastos. 


Benefícios de ajudar os colaboradores a conquistar a saúde financeira 

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O segredo para os negócios que querem estar alinhados às tendências mundiais de RH é: atenção ao colaborador. Entendendo quais os problemas mais comuns e não enxergando “pessoa profissional” separada da “pessoa pessoal” as ações podem ser mais efetivas.

Dessa forma, a empresa consegue proporcionar melhor qualidade de vida para o colaborador, alcançando benefícios como:

  • Maior produtividade;
  • Maior engajamento com o negócio;
  • Sensação de pertencimento;
  • Menor turnover;
  • Maior eNPS.

Essas são algumas métricas de RH impulsionadas pela saúde financeira dos colaboradores, mas o melhor benefício são profissionais felizes e tranquilos, que ajudam a criar um ambiente agradável e colaborativo de trabalho

Portanto, RHs e gestores antenados nas tendências mundiais e nas necessidades de seus colaboradores podem contribuir para a melhor saúde financeira dos profissionais para criar um ambiente de trabalho mais agradável. 

E na sua empresa, este assunto é tratado? Conte para gente.

Larissa Gracietti

Larissa Gracietti

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