Como a inteligência emocional pode transformar as relações no trabalho

inteligência emocional

A inteligência emocional é uma habilidade que cada vez mais se destaca no mercado de trabalho. De acordo com uma pesquisa realizada pelo CareerBuilder, 77% dos líderes da área de gestão de pessoas entrevistados disseram que as soft skills, habilidades intimamente relacionadas com a inteligência emocional, têm tanto valor como as capacidades técnicas dos candidatos na hora do recrutamento e seleção. Inclusive, 16% responderam que elas são ainda mais importantes que os aspectos técnicos. 

A importância dada à inteligência emocional (IE) não é para menos, essa é uma capacidade que dita como o profissional se comporta frente aos desafios, problemas e relacionamentos interpessoais.

Colaboradores que conseguem entender e direcionar seus sentimentos para um caminho de motivação e produtividade ajudam a manter o clima da empresa e impulsioná-la para o sucesso.

O livro “Inteligência Emocional 2.0” chega a colocar que 58% da performance de um profissional em seu trabalho depende dessa capacidade. Inclusive, a obra ainda afirma que 7 em cada 10 profissionais com alto QI são superados pelos que apresentam alta inteligência emocional.

Isso acontece porque eles conseguem controlar suas emoções a fim de usar sua inteligência com capacidade máxima.

Um estudo da Talent Smart comprovou isso, mostrando que 90% dos trabalhadores que têm alta performance apresentam um índice alto de inteligência emocional.

Leia nesse artigo como desenvolver essa habilidade para impulsionar os seus resultados pessoais, os do seu time e da sua empresa!

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O que é inteligência emocional no trabalho

Inteligência emocional é a capacidade de identificar as próprias emoções, compreender qual gatilho de ação cada uma desperta e gerenciá-las a fim de controlar as reações.

Além disso, quem tem a IE bem desenvolvida ainda consegue entender as emoções e os gatilhos de seus colegas, sabendo qual a melhor abordagem usar com cada um.

Dentro do campo do trabalho, essa habilidade ajuda os profissionais a lidarem da melhor maneira possível com os problemas, extraindo o melhor resultado de cada ação e assim contribuindo para o seu bem-estar e o sucesso da empresa.

Daniel Goleman, psicólogo norte-americano, é conhecido por ter cunhado o termo em 1990. Apesar de teóricos já terem descrito antes que a habilidade de gerenciar os sentimentos poderia ser tida como um diferencial evolutivo, seja na vida pessoal ou na profissional, foi Goleman que popularizou e teorizou o termo.

Para ele, a inteligência emocional é baseada em cinco pilares:

  1. Autoconhecimento: saber identificar as emoções;
  2. Controle emocional: saber adequar as emoções de acordo com as situações;
  3. Automotivação: saber usar as emoções como incentivadoras;
  4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas: saber ter empatia pelo sentimento dos outros;
  5. Relacionamento interpessoal: saber interagir de forma construtiva com os outros. 

Portanto, uma pessoa com a inteligência emocional bem desenvolvida é aquela que frente a uma situação consegue entender qual a sua reação natural e canalizá-la para agir da melhor forma possível, assim como consegue enxergar como os outros se sentem frente a tal situação e liderá-los para que alcancem os melhores resultados. 

Só pela descrição já dá para perceber que essa é uma capacidade essencial para a gestão de equipe, mas qualquer profissional pode se beneficiar de ter a inteligência emocional bem desenvolvida.

Isso porque, além de melhorar a produtividade no trabalho, ela ajuda a diminuir a autocobrança ao passo que o profissional sempre age de acordo com seus princípios e razão.

Assim, sentimentos comuns como estresse e desmotivação tendem a ser minimizados.

 

5 dicas para desenvolver inteligência emocional no trabalho

Para trilhar um caminho rumo à inteligência emocional é preciso entender que ele não tem fim. Por mais que se tenha um grau elevado de IE novas situações vão sempre aparecer, assim como novos sentimentos.

Por isso é preciso estar preparado para entendê-los e digeri-los para sempre tomar a melhor decisão frente ao cenário.

Nesse caminho, 5 passos são essenciais:

 

1. Tenha autoconhecimento

O primeiro passo para desenvolver inteligência emocional é se conhecer e saber qual emoção cada situação desperta e qual reação tal sentimento incentiva.

Uma dica para fazer isso é estar atento o tempo todo a esses aspectos e anotá-los.

Se no trabalho, por exemplo, um cliente cobrou um resultado impossível de ser alcançado, antes de reagir preste atenção em qual sentimento isso desperta: ansiedade? Frustração? Motivação?

Depois tente ver qual seria sua reação instintiva: escrever um e-mail duro? Desistir? Procurar novas soluções? E por fim escreva isso, assim, você terá mapeadas suas reações naturais e racionalmente pode controlá-las.

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2. Gerencie as emoções

As emoções são o que nos diferenciam dos robôs, elas são essenciais nas relações profissionais ao mesmo tempo que dão a sensibilidade necessária para achar a melhor solução para as situações.

Porém, algumas delas nos sabotam. Depois de ter mapeado os gatilhos que despertam cada sentimento, quais deles são motivadores e quais deles são sabotadores, é preciso agir sobre isso.

Ao perceber que a ansiedade te impede de tomar decisões eficientes, por exemplo, sempre que esse sentimento vier à tona é preciso gerenciá-lo, transformá-lo em outra coisa e aí sim agir.

Antes de qualquer ação, pare e veja se o sentimento despertado é positivo ou negativo, e o transforme em seu aliado. Como fazer isso? Desça para o passo 3. 👇

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3. Tenha sua caixa de ferramentas

Ao analisar quais sentimentos são seus principais motivadores e seus principais sabotadores você precisa saber transformar algo ruim em uma coisa boa.

Continuando no exemplo da ansiedade: se esse sentimento aparece, controle o ímpeto de responder na hora. Levante da onde está, vá para um lugar quieto e faça um exercício de respiração, ou converse com alguém sobre o assunto até que aquela inquietação desapareça.

Depois analise os cenários: será que o pedido do cliente é impossível mesmo? Não existem outras possibilidades para chegar em tal resultado? Se não é possível, o que é possível oferecer para ele que entregue um resultado similar? Desenhe as possíveis soluções e racionalmente responda a que lhe parece a melhor.

O tempo é o principal elemento da caixa de ferramentas de quem está em processo de desenvolver inteligência emocional, isso porque ele ajuda a diminuir a reação irracional e enxergar com mais clareza as verdadeiras possibilidades. Com a prática, isso se torna natural e esse tempo é minimizado.

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4. Analise o ambiente

A inteligência emocional não diz respeito apenas às próprias reações, mas também ao entendimento do próximo, à empatia. Por isso, saber ler os sentimentos dos outros é tão importante quanto o autoconhecimento.

Ao se colocar no lugar dos outros é possível entender quais os seus limites e garantir que não será necessário tirar a pessoa da sua zona de conforto.

Ao deixar as pessoas em um ambiente confortável, é mais fácil tomar decisões menos enviesadas por emoções e alcançar resultados mais positivos, garantindo, ainda, um clima amigável.

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5. Saiba se expressar

A inteligência emocional diz muito sobre como você se porta diante dos desafios, portanto, ela é intimamente relacionada com sua comunicação.

É possível, inclusive, gerenciar seus sentimentos por meio das suas palavras. Se você não está seguro com uma decisão, não comece com a frase com “eu acho”, mas sim com “eu penso”; não fale que não sabe fazer algo, portanto não poderá entregar, diga que vai estudar uma solução.

Trazendo as palavras sempre para o lado positivo você programa seu cérebro para ser mais autoconfiante e assertivo.

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Como ter inteligência emocional no trabalho?

Seguindo esse passo a passo é possível tirar o melhor de cada situação e entender porque os resultados positivos são alçados, podendo replicar a técnica em uma situação similar.

A inteligência emocional no trabalho diz muito sobre isso: ser estratégico em cada ação, sem perder a espontaneidade.

Use sempre o modelo mental de:

  • analisar seu sentimento sobre a situação;
  • transformá-lo em uma abordagem positiva;
  • ler as emoções do interlocutor e agir para levá-las para um campo positivo;
  • propor saídas práticas para as situações. 

Por exemplo, se em uma reunião com seu líder, você é confrontado pelos resultados, antes de adotar uma atitude reativa, entenda qual sentimento está predominante.

Digamos que seja de injustiça. Ao invés de justificar os resultados e colocar a culpa em situações externas, mostre as conquistas e assuma a postura de desenhar um caminho para voltar a ter resultados positivos.

Entenda o motivo da inquietação do interlocutor. Se seu chefe, por exemplo, terá que passar os resultados negativos para o cliente, aja no problema dele, ofereça ajuda para desenhar uma justificativa e plano de ação. Estabelecendo um ambiente calmo, desenhe uma estratégia com prazos para reverter a situação.

É claro que, como dissemos, a inteligência emocional é uma habilidade que deve ser desenvolvida constantemente.

O modelo mental precisa sempre ser estimulado para alcançar os melhores resultados, sendo assim, não espere que consiga, do dia para noite, alcançar um nível elevado de IE — ela exige paciência e constância.

Analista de Conteúdo na Feedz, mais conhecido como Pai do Blog. Formado em jornalismo pela UFSC, especializado em produção de conteúdo digital e apaixonado por fazer da comunicação uma ferramenta de transformação social.
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