OKR e Cultura de Colaboração: estratégia para implementar

Muito se fala em metodologias ágeis de gestão e trabalho em rede como uma nova forma eficiente e mais otimizada de se trabalhar. Teoricamente, essas ferramentas melhorariam o tempo de execução das tarefas, sua qualidade e inovação. Mas na prática, muitas vezes, se tornam um fardo na rotina do colaborador.

“Mas como assim? Vocês estão falando que OKR e colaboração não são bons?” Você pode estar se perguntando. Não, não estamos falando isso. Essas práticas são benéficas para o negócio, mas precisam ser executadas da maneira certa e ponderadamente para realmente serem eficazes. 

Hoje, as empresas contam com tantas ferramentas e com processos colaborativos tão pouco estratégicos que, no fim do dia, o colaborador tem a impressão de que apenas apagou incêndio o expediente todo. É comum termos a sensação de que só conseguimos parar para executar uma função mais estratégica, de planejamento, depois das 17h. Quem nunca sentiu isso?

 

Como tornar a colaboração e a adesão de softwares em ferramentas de negócio?

Ferramentas de gestão e redes colaborativas de trabalho precisam ser pensadas de maneira inteligente e estratégica dentro das empresas para surtirem o efeito esperado. Não é preciso mais colaboração, mais softwares, mais e-mails, e sim execuções mais planejadas. 

Vamos por partes:

1 – Colaboração: Para tornar este fator realmente uma fonte de inovação, divisão do trabalho e motivação para os colaboradores ele precisa ser pensado da maneira certa. Apesar de ser uma característica cultural de um negócio, a colaboração precisa também de planejamento. Os líderes devem entender quais pessoas são chaves para o trabalho de outras e conectá-las por meio de projetos conjuntos. 

Uma dica importante: entender quem são os pares diretos e indiretos e delimitar isso de forma clara, nem que seja por meio do lugar onde as pessoas sentam, é essencial para não gerar a impressão de que todos precisam participar de projetos conjuntos – o que acaba, muitas vezes, por sobrecarregar o colaborador sem necessidade. 

2 – Ferramentas: Softwares de gestão, comunicação, avaliação de desempenho, etc são muito eficazes, mas devem ser pensados como uma ferramenta estratégica. Minha empresa sente uma dor que este programa resolve? Ele se adapta a rotina dos colaboradores sem colocar uma camada a mais de trabalho em processos simples? Ele vai economizar o tempo do profissional e melhorar sua motivação? Se alguma dessas perguntas for negativa, é melhor parar e repensar se a empresa precisa de mais uma ferramenta. 

Algumas vezes, um software que auxilia o time de tecnologia pode travar a rotina do de comunicação, por exemplo. Ponderar se a empresa inteira precisa usar as mesmas ferramentas também é estratégico. 

 

Ouça os colaboradores!

Todas essas percepções podem ficar mais claras ao ouvir os profissionais que atuam na empresa. Afinal, eles que sentem o impacto – seja positivo ou negativo – das ações no dia a dia. Feedbacks podem ajudar a entender se as redes atuais de colaboração da empresa realmente fazem sentido, se os softwares estão ajudando na produtividade e se nenhum desses fatores está impactando negativamente na motivação dos colaboradores. 

Na sua empresa, a colaboração e adesão de ferramentas são feitas de modo estratégico? Contem para a gente!