[Feedz Writer] O primeiro a aprender, ganha! – Por Ana Lígia Bacca

+ Sobre Ana Lígia 

Gerente de Recursos Humanos, responsável pelos programas de Desenvolvimento Organizacional de Brasília e Minas Gerais na Stefanini Brasil.

 

Recentemente, li a obra “O novo código da cultura” do Sandro Magaldi e José Salibi Neto e me chamou muito a atenção os trechos que falam sobre a Cultura do Aprendizado, portanto resolvi dividir com vocês alguns trechos do livro e insights sobre o tema:

Ao longo dos anos, o mundo corporativo viu a consolidação de uma visão que ficou conhecida, em inglês, pelo termo “ The first mover takes all (algo como “o primeiro a chegar leva tudo”) A lógica desse movimento é que para ser bem sucedida, é necessário que a organização seja a primeira entrante da categoria a qualquer custo. Ou seja, o pioneirismo é o que determina o sucesso.

No final dos anos 90, com o boom da internet, isso parecia ainda mais forte e convincente. Em uma era de descobertas e novidades, o primeiro a atuar em uma nova plataforma seria o detentor daquele mercado. Acontece que muitos empreendedores e executivos aceleraram tanto a velocidade que o crescimento ocorria muitas vezes de maneira atrapalhada e sem planejamento.

Mesmo com alguns resultados ruins, ainda sim, o pioneirismo era visto como uma verdade absoluta de sucesso. Entretanto, se analisarmos friamente, o pioneirismo isoladamente não garante sucesso.

Na chamada nova economia, as organizações devem ser capazes de aliar velocidade com qualidade. Mais relevante que ser o primeiro a chegar é mandatório aprender com o mercado! Mais importante que lançar o projeto perfeito é a capacidade de a organização aprender continuamente para incrementar suas qualidades e superar as expectativas. Percebem a diferença entre o pioneirismo puro e esse movimento associado ao aprendizado?

O aprendizado é o novo diferencial e é por isso que os autores do livro O Novo Código da Cultura falam do “First Learner takes all”. É preciso aprender com o mercado, aprender com as experiências e corrigir a rota rapidamente. Em um mundo de mudanças constantes e rumo incerto, aprender constantemente é essencial. Mas a questão é: Quanto nós gestores, empreendedores e profissionais de RH estamos incentivando o aprendizado em nossas organizações? Ou estamos reproduzindo da boca para fora essa necessidade, mas na prática continuamos focados em fazer as coisas da mesma maneira?

 

Como reflexão, tente imaginar como você lida com esses pontos:

1) Qual o seu nível de consciência sobre a necessidade de aprendizado? E da sua equipe?

2) Quanto tempo você dedica ao aprendizado/estudo?

3) A motivação de estudo da equipe está ligada a tendências e planos da empresa?

4) Os gestores incentivam e criam oportunidades reais de aprendizado na organização?

5) Você dedica recursos e investimentos para aprender continuamente?

 

A Transformação Cultural, que tanto se fala na era Digital, tem tudo a ver com isso. E essa transformação é permeada pela comunicação. Apenas a comunicação fluida, de mão dupla, que fala na mesma proporção que escuta pode proporcionar uma cultura de aprendizado. Através dessas comunicações mais ativas, se proporciona aprendizados mais efetivos e relevantes. Se uma organização quer ter equipes que aprendem constantemente, ela precisa comunicar muito bem tudo que acontece, pois a comunicação amplia a visão dos colaboradores e permite que novas conexões e insights sejam gerados.

Em contrapartida, os colaboradores também precisam estar ativos absorvendo a comunicação e interagindo através de perguntas, ideias e feedbacks. A cultura que precisamos é de flexibilidade (verdades absolutas já não existem mais), precisamos ser mais abertos ao exterior (pois as respostas estão lá e não apenas dentro de casa), cooperação (o novo conhecimento é multidisciplinar e opiniões complementares é que salvam) Lideranças tem um papel fundamental em conectar iniciativas, pessoas, parceiros e com as frentes de negócio.

Pense nisso e mantenha-se aprendendo!