O dia a dia do OKR | ENTREVISTA COM Larissa Vieira, People Management da GeekHunter

O dia a dia do OKR | ENTREVISTA COM Larissa Vieira, People Management da GeekHunter

Entrevista com Larissa Vieira, People Management da GeekHunter

Já falamos em algumas oportunidades sobre a metodologia OKR. Para quem não está familiarizado com o termo, podemos resumi-lo como um método de gestão ágil que funciona por meio da definição de objetivos e resultados-chave a serem alcançados em ciclos curtos.

Na teoria é fácil enxergar os benefícios da metodologia usada por grandes empresas como o Google, mas é na prática que realmente se pode entender o que ela propõe. Conversamos com a  Larissa Vieira, People Management da GeekHunter, para entender como é o dia-a-dia da implementação do método.

A startup utiliza OKR desde 2018 e já consegue enxergar os resultados como engajamento do time e clareza nas ações diárias. Larissa conta que antes mesmo de implementarem o método, ele já fazia parte das conversas na empresa e de tópicos em eventos que participavam.

“Pra ser bem honesta eu não me lembro exatamente quando eu ouvi a palavra pela primeira vez. Aqui dentro da GeekHunter todos tem o primeiro contato com a metodologia logo no onboarding. Faz parte do kit de sobrevivência na startup”

Implementação

O começo da execução do OKR  é muito importante uma vez que, por mais que seja uma metodologia, cada empresa pode implementá-la da forma que lhe for mais útil, testando na prática e adaptando os processos de acordo com a rotina da companhia. Larissa explica como é o funcionamento dentro da GeekHunter:

“Hoje todas as áreas da GeekHunter possuem seus próprios OKRs. Eles são definidos logo no início do ano, quando fechamos o nosso planejamento estratégico. Dentro dos objetivos estabelecidos para o ano, dividimos e distribuímos uma série de projetos entre os times. Para esses projetos são definidos os OKRs e também a projeção de evolução deles ao longo do ano, na Geek nós trabalhamos com quarters. Esses OKRs ficam visíveis para a empresa inteira, então independente da área, todos na GeekHunter tem acesso ao nosso status frente aos key results. Como estamos sempre de olho nos indicadores, qualquer evento que faça nos distanciarmos dos OKRs, já pode ser identificado, isolado e trabalhado para que não afete negativamente os nossos objetivos de longo prazo.”

Adequação

Por mais que o processo seja transparente e inclusivo é preciso garantir que todos estejam engajados com o método para que ele funcione efetivamente. O compartilhamento de resultados e aproximação entre gestores e liderados foi o caminho escolhido pela GeekHunter para aproximar todos da metodologia.

“Temos o hábito de realizar reuniões mensais que contam com a participação de todos os colaboradores. Nessas reuniões falamos sobre os resultados atingidos até então e como estão os indicadores em relação aos objetivos que queremos alcançar. Os nossos OKRs são perseguidos o tempo todo, porque além de estarem em todas as reuniões gerais, o time de gestão está sempre trabalhando esses key results no dia a dia com seus liderados. Seja mostrando a relação do trabalho de cada um com esses objetivos, ou simplesmente reforçando boas práticas.”, exemplifica.

Em muitas instituições, a figura do líder OKR ajuda nessa etapa de adaptabilidade. Este é um profissional que fica focado na execução da metodologia, colhendo feedbacks e oferecendo apoio aos colegas.  Mas, como falamos, cada empresa adapta a metodologia de acordo com sua cultura. Na GeekHunter, por exemplo, a opção foi por não ter um líder OKR. 

“Durante o processo de definição do planejamento estratégico, o time de alta gestão define os principais OKRs, na sequência os líderes das áreas são responsáveis por ajustes quando necessários e consequentemente por impulsionar a busca desses key results pelos seus liderados”, fala Larissa sobre como a metodologia é gerida dentro da empresa.

Para eles, este modelo facilita o entendimento de todos sobre seu papel diariamente. “A partir do momento que trouxemos um mapa com objetivos, missão e visão, ficou bem simples para o time inteiro enxergar o seu papel dentro dessa jornada”,complementa.

Outra questão quanto a execução da metodologia é sua gestão. Existem softwares que facilitam o processo de acompanhamento dos KRs e do compartilhamento de informações, mas também é  possível fazer isso através de planilhas ou simplesmente conversas, depende do modelo que melhor se adequa ao negócio. 

Por onde começar?

Larissa salienta os benefícios que a vivência diária do OKR trouxe para a empresa: “Pra mim o principal benefício da utilização dos OKRs é conseguir direcionar de forma coerente todos os esforços da empresa para o que realmente importa. Quando fica claro que existe um caminho com várias pequenas conquistas, e como elas estão ligadas entre si e também ao propósito da empresa, missão e visão, é muito mais fácil engajar as pessoas e consequentemente atingir o resultado proposto. Além disso os OKRs facilitam correções e otimizações. Então se por algum motivo o desempenho do time cair, pensando nos key results é possível definir ações que possam reverter a situação. Da mesma forma que se alguma mudança de atuação impactar positivamente um OKR, certamente ela será explorada e estendida.”

Para quem quer começar a usar a metodologia e não sabe qual o primeiro passo, a profissional orienta pensar no que motiva a empresa e seus colaboradores. 

“Acho que o primeiro passo é lembrar do Simon Sinek falando do golden circle. Em resumo ele diz que quando as pessoas enxergam o porquê de suas ações, e conseguem relacioná-lo ao objetivo da empresa como um todo, elas apresentam um nível de engajamento muito mais elevado e consequentemente trazem melhores resultados. Então antes de simplesmente definir uma série de key results e empurrá-los para a empresa inteira, é muito importante linkar todos os OKRs a um objetivo que faça sentido para a empresa, que esteja alinhado com o que acreditam e fazem, no caso, cultura e valores. O primeiro passo, portanto, é um exercício de reflexão. Parar e pensar onde a empresa quer chegar e traduzir isso em um objetivo claro. Na sequência, basta relacionar as áreas com esse objetivo e voilá!”, finaliza Larissa.

+Sobre a Larissa Vieira

Formada em administração pública pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Larissa já trabalhou em empresas como DMD Consulting e DISYS, criou e estruturou a área de Recursos Humanos no Gaveteiro.com.br e da GeekHunter. Atualmente é gerente de RH da GeekHunter, cuidando das contratações, cultura, metas internas e muito mais.

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