Home Office como forma de engajamento | Entrevista com Jussamara Ferreira, gestora de pessoas na Tekoa

Home Office como forma de engajamento | Entrevista com Jussamara Ferreira, gestora de pessoas na Tekoa

Entrevista com Jussamara Ferreira, gestora de pessoas na Tekoa

As empresas já entenderam que é preciso investir em práticas de gestão de pessoas que deixem os colaboradores mais livres para exercer suas funções profissionais, sem abdicar da vida pessoal. Mais do que horários flexíveis, ambientes pet friendly e espaços de descompressão, algumas organizações oferecem home office a fim de facilitar a rotina dos profissionais.

Conversamos com a Jussamara Ferreira (ex RH da Way2), que atualmente trabalha como gestora de pessoas na Tekoa, para entender como esta prática pode gerar engajamento e ser um fator de atração de talentos.

Home Office e cultura organizacional

A primeira coisa que vem nas nossas mentes quando pensamos em home office é o desafio de alinhar a cultura com pessoas trabalhando remotamente. Na Way2 a prática de home office é comum entre os colaboradores e mesmo distantes dos escritório, estes não deixam de se sentir parte do negócio.

“Para os colaboradores novos, fazemos uma imersão de 6 meses antes de liberar o benefício do home office. Assim, garantimos que a cultura da empresa esteja bastante fixada, de modo que mesmo em casa, os colaboradores consigam seguir nossos preceitos, como responsabilidade, confiança e autonomia”, ressalta Jussamara.

Ela destaca também que as equipes estão sempre conectadas, assim, mesmo que uma ou duas pessoas estejam fora do escritório em algum dia, a rotina se mantém. “Trabalhamos com desenvolvimento ágil, assim, os times estão sempre alinhando ações. Se uma pessoa não está no escritório, ela participa remotamente dos alinhamentos, então, de uma forma ou de outra, está sempre presente”, explica.

Outra forma de aproximar a equipe são happy hours e comemorações. Nestas oportunidades, todos se reúnem para ter trocas pessoalmente.

“Para nós o clima organizacional é muito importante e sabemos que ele é construído por meio das pessoas. Por isso, buscamos ainda no processo de seleção por perfis que se adequem à nossa cultura e ao nosso clima, dessa forma, mesmo que depois de seis meses o contratado opte por fazer home office alguns dias ou período integral, este terá sintonia com a equipe”, expõe Jussamara.

Competitividade –

De acordo com ela, a política de home office é uma forma da empresa se manter atrativa para talentos. Isso porque o perfil de profissional mais técnico, como desenvolvedores, valoriza a autonomia e a possibilidade de viajar para o exterior. “A política de home office que adotamos incentiva e valoriza a autonomia. Por isso, os colaboradores podem optar por quando e como usar o benefício. Temos um sistema de ponto online e com ele o profissional pode fazer a gestão de suas oito horas diárias. O único pré-requisito que exigimos é que a internet fora do escritório tenha uma qualidade elevada”, explica Jussamara.

Engajamento –

Uma das métricas utilizadas para medir o engajamento dos colaboradores com as ações de gestão de pessoas da Way2 é a avaliação de clima e a abertura de espaço para sugestões ou reclamações. Além disso, anualmente são avaliadas as ações oferecidas. Jussamara fala que o home office é sempre elencado pelos colaboradores como uma das melhores políticas de gestão de pessoas.

Para manter o engajamento, um dos grandes desafios hoje da Way2 é a comunicação. Jussamara destaca que esta é a chave do sucesso para o home office e outras ações de gestão de pessoas. “Estamos sempre buscando formas de aperfeiçoar a comunicação para entender como os colaboradores se sentem e oferecer um ambiente que entregue para eles o valor que esperam. Afinal, é gerando valor que incentivamos o engajamento e satisfação profissional”, finaliza Jussamara.

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