Felicidade no trabalho é possível? | Entrevista com Vania Ferrari, executiva e palestrante

Entrevista com Vania Ferrari, executiva e palestrante

Encontrar a felicidade no trabalho é o sonho de grande parte das pessoas. Muitos dizem que a receita passa por se fazer o que gosta, as empresas entenderam que oferecer ambientes descontraídos pode ser uma opção para o engajamento e os líderes buscam estimular o melhor de cada um para que encontrem a felicidade. Mas será que isso tudo dá resultado? 

Conversamos com Vania Ferrari, executiva, criadora do “Pensamentos Transformadores LTDA”, palestrante, escritora e youtuber. Ela defende que a felicidade no trabalho é uma questão pessoal e que realmente passa por estar satisfeito com a profissão que escolhida. 

“Isso fará com que você faça muito bem o seu trabalho (do ponto de vista técnico) e tenha ótimos resultados para sua carreira. Assim, a primeira coisa que você precisa para encontrar  a felicidade no trabalho é ser digno dele, ou seja, ser irrepreensível na execução das suas atribuições”, declara.

Ambiente “de startup” traz felicidade?

Vania defende que a motivação e felicidade no trabalho podem ser estimuladas pela empresa por meio de Missão, Visão e Valores fortes e reais. “Não se trata de ter um ambiente com mesa de bilhar, cadeiras coloridas e cerveja no final do expediente. Isso você deve buscar fora da empresa para se divertir. Na empresa você precisa ter foco e brilhar”, pontua. 

Para ela, a cultura forte é o principal fator de engajamento e esses três princípios funcionam como norte para o trabalhador se sentir estimulado a executar melhor suas funções e, consequentemente, ficar satisfeito em seu cargo. 

“A missão e a visão são como bússolas para os colaboradores e precisam fazer parte do dia a dia da organização, ou seja, tudo o que está escrito lá deve ser praticado por todos, do presidente ao estagiário. Com isso fica fácil: o ponto comum está lá, nas paredes da empresa e também nas atitudes de todos”, diz a executiva e palestrante. 

O poder do feedback

Sempre existe aquele colaborador que está descontente com o trabalho e acaba influenciando negativamente os outros. Para não permitir que a insatisfação de um impacte no engajamento do time, Vania afirma que é preciso acompanhar o profissional para entender o motivo da desmotivação e dar feedbacks constantes. 

Se as críticas forem embasadas, os responsáveis precisam rapidamente ouvi-las e adequar os processos deficitárias, diz ela, mas se são reclamações vazias, o problema não é diretamente com a empresa. “ É bem verdade que depois de 3 feedbacks sobre o mesmo tema esta pessoa precisa ser desligada da empresa, pois não está colaborando e sim contribuindo para a má performance de todos”, enfatiza Vania.

A felicidade do líder e a sua influência na equipe

Uma equipe motivada e formada por pessoas satisfeitas e felizes em seus cargos é espelho de um líder com as mesmas características e que inspire seu time. Vania defende que o gestor é como um grande maestro e precisa acompanhar o ciclo de vida  na empresa de cada integrante da sua equipe.

Para ela, o líder deve ser responsável  “do recrutamento e seleção das pessoas certas para cada cargo, até a comunicação assertiva de objetivos e metas, passando por domínio de técnicas de feedback e interação com seu time”.

A única maneira de fazer isso de forma realmente acertada é sendo um líder que se desenvolva para atuar neste cargo. “Gestor precisa ser bem formado: fazer cursos técnicos e comportamentais, aprender a dar e receber feedbacks, aprender a fazer avaliações de desempenho justas e que gerem crescimento no time. Os indicadores de sucesso de uma gestão estão diretamente ligados aos indicadores de sucesso do seu time”,  exemplifica Vania.

Mas, assim como cada integrante de sua equipe, o líder também é um funcionário a procura da felicidade. Como dito, suas atitudes inspiram o time, portanto, um líder desmotivado gera uma equipe igualmente insatisfeita.

Aqui cabe a máxima defendida por Vania de que a motivação e felicidade são resultado de um trabalho bem feito, ou seja, o que deve estimular e engajar um gestor é o resultado de suas ações. 

“Gestor tem que cuidar de gente, tem que salvar uma alma por dia. A motivação de um gestor precisa ser a de transformar a vida de seus colaboradores, fazendo-os crescer e evoluir pessoalmente e profissionalmente. Se isso não o motivar significa que ele não ter perfil para ocupar este cargo”, explica a  executiva. 

Para executar este papel de desenvolvimento de equipe, o líder precisa, necessariamente, saber priorizar funções, diminuindo assim a pressão sobre a execução do seu trabalho e de sua equipe. “Não existe um portfólio de 50 projetos em um mês. O líder precisa escolher 5 coisas que sua equipe fará maravilhosamente bem e que trará os resultados que sua área precisa. O melhor jeito de lidar com a pressão é fazer bem feito o que precisa ser feito” pontua Vânia.

Dica de ouro para a felicidade no trabalho.

Para finalizar, Vania enfatiza que independente do cargo que exerce e empresa que atua, para encontrar a felicidade no trabalho o profissional deve ser bom&bom: “bom tecnicamente e bom de coração. Ser corajoso, estudioso, dedicado, amigo e sempre sempre colaborar com todas as pessoas da empresa”.

+ Sobre a Vania Ferrari

Graduada em Marketing e Pós-graduada em Gestão de Pessoas, com especialização em Melhoria Contínua de Processos e título de Green Belt pela GE. Palestrante há 10 anos traz uma Abordagem Diferenciada e Divertida sobre gestão, liderança, auto-motivação, administração do tempo, melhoria contínua, inovação e neuromarketing.


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