Como manter o engajamento em grandes empresas | ENTREVISTA COM ANA LÍGIA E RODRIGO PÁDUA (Stefanini)

O modelo de gestão empregado pelas startups revolucionou o mercado. Além de decisões rápidas, cultura de testes e ciclos curtos, ele trouxe para as empresas uma nova visão de gestão de pessoas, mais voltada para retenção de talentos e engajamento. 

Assim, ações como áreas de descompressão, feedbacks constantes, pesquisas de clima, personalização dos benefícios, entre outras, se tornaram mais comuns. Acontece que cada empresa tem uma cultura e condições distintas e não existe uma fórmula para tornar um RH eficiente.

Para negócios grandes, como a Stefanini, que tem 25 mil funcionários e está presente em 42 países, ter flexibilidade, velocidade e uma comunicação eficaz, por exemplo, é um desafio. Por isso a empresa não pode seguir um modelo fechado de gestão de pessoas, é necessário adaptar seus processos a práticas modernas, respeitando suas particularidades. 

“Nós queremos ter as melhores práticas do mercado alinhadas com a nossa cultura empreendedora e de foco em resultados respeitando as diferenças de cada região”, reforçam Ana Lígia e Rodrigo, da Stefanini.

Ações que engajam e motivam colaboradores brasileiros, por  exemplo, não têm exatamente o mesmo efeito em em profissionais dos Estados Unidos. Por isso, cada sede da empresa precisa avaliar, dentro dos pilares centrais, como manter a cultura do negócio a fim de motivar os funcionários a conseguirem sempre os melhores resultados. 

A fim de manter esse alinhamento, anualmente os líderes de cada região se unem para discutir ações.  “Uma vez por ano reunimos todos os líderes do mundo de todas as áreas e regiões da Stefanini para alinhar a nossa estratégia e metas com o nosso Propósito: ‘Cocriando soluções para um futuro melhor’ e o resultado tem sido incrível, estamos fomentando a cultura de mudança, colaboração e maior engajamento”, contam Ana Lígia e Rodrigo. 

Estas características são essenciais para a empresa se modernizar e se adaptar às mudanças da Era Digital. Diferente do que era feito anos atrás, agora os processos são muitos mais velozes e conectados. Sendo assim, a comunicação precisa acompanhar essas características para deixar todos os profissionais, dos diferentes países, na mesma página.

Só dessa forma é possível promover, manter e metrificar o engajamento dos colaboradores e o impacto disso nos resultados da empresa de forma balanceada entre todas as sedes.Ana Lígia defende que  a colaboração e engajamento “tem sido o combustível para enfrentar os desafios da Transformação Digital, estabelecer propósito, conexão e cultura colaborativa”.