Como engajar gestores em uma cultura de Feedback 1:1?

A cultura de feedback é essencial para manter a motivação e engajamento de todos os colaboradores – independente do nível hierárquico. Quem está no papel de líder, porém, além de manter uma rotina de retornos com seu gestor direto deve incentivar que a prática seja executada pelos profissionais nos quais exerce liderança.

Nas palavras de Arthur Diniz, CEO da Crescimentum, o líder “é o responsável por construir um ambiente aberto, onde as pes soas se sintam à vontade e possam ser elas mesmas, com seus talentos e pontos fracos.  Além disso, é papel do líder definir e compartilhar o sonho, a visão de futuro do time, só assim é possível juntar tantas pessoas diferentes e motivadas”.

O especialista ainda complementa: “ O líder também é responsável por orientar as pessoas e corrigir comportamentos disfuncionais. Ou seja, também é papel dele dar autonomia e ser transparente em relação ao que está indo bem e o que não está. Ele também é o ponto focal quando falamos de celebrar as pequenas conquistas e avanços do dia a dia, relembrando o time que, apesar de muito trabalho duro, há sempre espaço para comemorar e reconhecer as realizações.”

Esse acompanhamento, orientação e correções  só são possíveis por meio da cultura de feedback 1:1. Dessa forma, o líder consegue acompanhar semanalmente, ou quinzenalmente, a rotina dos colaboradores, entender seus desafios e comemorar suas conquistas. 

 

Como fazer da 1:1 uma rotina para o gestor

Só de ter esse acompanhamento próximo, a 1:1 já tem um valor enorme para os gestores. Mas é comum que com o tempo e os outros compromissos, os líderes acabem cancelando uma ou outra 1:1 e as deixem em segundo plano. Para que isso não aconteça, é preciso que as áreas de gestão de pessoas  e os CEOs deem o exemplo. Se o líder de uma área enxerga os benefícios na sua relação com seu chefe direto, ele entende melhor a importância de manter a constância com seus liderados.

Por outro lado, se a área de RH encarar as 1:1 como ação de engajamento de colaboradores e ajudar as lideranças a traçar um plano estratégico para elas, o gestor se sentirá com mais respaldo para lidar com as saídas da reunião e até mesmo para  “perder”” alguns minutos em reuniões com saídas menos práticas – alguns gestores ainda têm na cabeça que apenas os encontros técnicos são relevantes, quando só o fato de parar para perguntar como o liderado está já traz um grande impacto. 

Tendo estes dois incentivos, os líderes devem ainda ter um espaço reservado em sua agenda para as 1:1 e evitar, ao máximo, cancelá-las. Assim, é reforçado o compromisso com esta reunião e diminuem as chances dela “passar batido”. 

 

 

Como operar uma 1:1

As reuniões de feedback 1:1, como o nome já propõe, deve ser feita apenas entre o líder e o liderado. As conversas podem ser rápidas e o ideal é que não tenham um espaçamento maior do que 15 dias. Durante a reunião é importante que 80% do tempo seja destinado ao liderado – questões pessoais, rotinas de trabalho, plano de carreira, relacionamento com os colegas, etc –  e os outros 20% sobre a empresa – opinião sobre os maiores problemas do negócio, sugestões para solucioná-los, questões de trabalho, etc. 

Dessa forma, os líderes conseguem traçar estratégias de engajamento personalizadas para os colaboradores, entender seus desafios atuais, atuar na resolução de um problema antes que ele fique grande e ajudar na evolução profissional do liderado. Ao passo que faz isso, o gestor se torna mais essencial ao negócio, se aproxima de sua equipe e consegue proporcionar um ambiente mais agradável e produtivo.

Na sua empresa, os gestores são engajados na 1:1? Conte para gente!