O que diferencia um CEO comum de um CEO FODA

O perfil de um CEO (Chief Executive Officer) pode ser bastante diversificado, afinal, não existe um curso superior específico ou um plano de carreira único para quem deseja ocupar esta posição. 

O CEO de uma empresa multinacional tem uma jornada totalmente diferente quando comparamos com a de um CEO em uma startup. Entretanto, é evidente que algumas características e habilidades são comuns nos mais diferentes ambientes corporativos. 

Formação internacional, domínio da área financeira, visão sistêmica além do alcance? 

Quais são os fatores que podem contribuir para que um CEO obtenha alta performance em qualquer situação? Indo além… o que pode fazer com que um CEO seja considerado “foda”?

Antes de qualquer coisa, para começar, vamos pensar em uma descrição sucinta da responsabilidade de um CEO:

Basicamente, um CEO deve…

… compreender o mercado, adequar o modelo de negócio, entender o cliente, se relacionar com investidores, garantir que a empresa possua uma vida financeira saudável, entre outras funções. 

Estas atribuições não são novidades para quem está em uma posição de liderança, seja qual for o tamanho da organização. 

Tanto o CEO de uma multinacional como o de uma startup com menos de cinco funcionários, por exemplo, terão, desde o momento zero, a preocupação de pensar no futuro estratégico da empresa. Para isso, ele deverá antecipar cenários e tendências econômicas e traçar objetivos claros para o atingimento dos resultados esperados. 

Mas, este caminho não será percorrido sozinho. Ele precisará desdobrar a estratégia para todos os públicos de relacionamento da empresa: mercado, clientes e, claro, colaboradores. 

E no que se refere ao público interno, colocar “todos no mesmo barco” é o grande desafio de uma liderança. Isso porque não basta apenas recebê-los a bordo, todos precisarão remar para o mesmo lado

O CEO representa a empresa em todas as situações 

Portanto, é o responsável por definir o caminho que a empresa seguirá. E nesta missão, precisará, basicamente, de visão, criatividade, boa comunicação e senso de prioridade. 

Como um bom estrategista, o CEO fará o gerenciamento das operações e recursos. Por vezes, dependendo do tamanho da empresa, ocupará funções nas quais precisará colocar a mão na massa, se ocupando um pouco mais de tarefas operacionais. 

Mas, tudo bem que isto aconteça, pois no caso de uma startup, muitas vezes, o CEO é o próprio founder, ou seja, alguém que concebeu uma ideia de produto ou serviço, se apropriando desta imagem se mantendo, assim, como um grande referencial no mercado. 

E, curiosamente, existe até uma correlação entre a personalidade dos CEOs e sua influência na percepção do mercado e no humor dos acionistas e investidores. Isto foi identificado no estudo do Academy of Management Journal, realizado em 2019.

Na oportunidade, foram analisados os níveis de consciência, “neuroticismo” e extroversão desses líderes e constatado que essas variáveis exercem consequências importantes para a percepção de risco da empresa, refletindo na volatilidade das ações.

Contudo, mesmo diante de tantas correlações entre traços de personalidade e efeitos mercadológicos, existe uma característica comum entre todos os CEOs: 

Um CEO será inovador  

 

A inovação correrá nas veias de um CEO. Isto é um fato.

E para se manter em cadência revolucionária, seja dentro de uma startup ou multinacional, esse líder será sempre um guardião da cultura da empresa. Este é um dos pontos indiscutíveis para um CEO seja considerado como “foda”. 

Uma pesquisa da Harvard Business Review, que ouviu mais de mil executivos, identificou que muitas das organizações mais inovadoras do mundo compartilham cinco características principais: 

  • Velocidade (para a inovação); 
  • Tomada de decisão baseada em dados
  • Comprometimento em estar sempre no topo do mercado;
  • Cultura empreendedora; 
  • Foco incansável no cliente. 

Para corroborar isto, a revista entrevistou os CEOs de 12 organizações consideradas como altamente inovadoras, entre elas a Salesforce, Lyft, IBM, PayPal, apenas para citar algumas das participantes. 

Para essas empresas, em um mundo cada vez mais digital, ter velocidade na condução dos negócios é imperativo. Perder o ritmo das tecnologias pode ser determinante para a manutenção da sobrevivência dos negócios a longo prazo.

Para esses CEOs, “a cultura supera a estratégia” quando o assunto é evitar o último lugar no mercado. Eles citam que ter uma “cultura que abraça a mudança, preserva a diversidade de opiniões, e que assume riscos” é, portanto, o caminho para facilitar a inovação. 

Mas, disseminar esses cinco pilares não é uma tarefa que o CEO fará sozinho, pois ele sabe que será preciso criar um mindset único, que envolva toda a empresa e seus públicos de relacionamento.

Esses CEOs que estão hoje à frente de empresas mais inovadoras do mundo entendem, como ninguém, que é preciso criar, comunicar e implementar com sucesso todos esses pilares. Mas que isso é possível apenas quando a cultura organizacional está bem alinhada.

Um CEO pode ser um guardião do caixa da empresa…

 

….mas não deveria se preocupar apenas com isso. É claro que um CEO deve se comprometer fortemente com o futuro financeiro de sua organização. 

Afinal, alocar eficientemente os recursos financeiros é uma de suas prioridades. Por mais que ao seu lado esteja a figura de um CFO (Chief Financial Officer) ou de uma equipe especialista, a saúde financeira sempre será uma premissa para qualquer empresa, de todo porte.

Ainda mais quando é necessário receber investimentos. Para atrair investidores, um CEO precisará se comunicar bem para vender a sua empresa e produto e mostrar que sabe contratar as melhores pessoas, montando um time que, verdadeiramente, irá performar.

CEO deve ter instinto ou acesso a dados analíticos? 

Não apenas um guardião da cultura da empresa. Um CEO “foda” será o responsável por moldá-la, definindo valores e comportamento organizacional. 

Um líder sabe que por mais que possua um instinto aguçado para o mercado e seja capaz de antecipar tendências e criar novas oportunidades de negócio, a formatação de uma cultura não é um processo que será desenvolvido baseado em seu “feeling”. 

Para isso, o CEO deve contar com os dados de seu RH. 

Afinal, a análise do departamento de Recursos Humanos, sob uma perspectiva dos colaboradores, nem sempre é a mesma do board de executivos. Somente de posse de dados analíticos, o CEO pode conhecer e resolver problemas culturais em estágios iniciais, melhorando assim o envolvimento e a retenção.

Desta forma, tornar uma cultura sustentável não será algo que um CEO fará isso sozinho, baseado unicamente no seu instinto. Ele precisará das pessoas certas e dos dados certos.

CEO e RH terão prioridades estreitamente alinhadas

 

Já vimos que a modelagem de uma cultura corporativa sólida é o que irá sustentar a estratégia de uma empresa de diversas formas. E é evidente que para se manter dentro deste objetivo, será necessário contratar, treinar e reter pessoas para representar essa cultura. 

É por isso que um RH estratégico é o melhor parceiro de um CEO na empreitada de aumentar a produtividade de seu público interno, assim, evoluir de acordo com as demandas de mercado. 

E este alinhamento perfeito é visto em empresas nas quais o RH se reporta diretamente ao CEO. Desta forma, esse líder terá uma melhor compreensão da dinâmica de sua própria organização.

Um CEO considerado como “foda” manterá ao seu lado o gestor de RH para que a tomada de decisões não se baseie puramente em números e informações financeiras e tendências mercadológicas. 

A análise de um RH estratégico e preditivo será determinante para identificar se estratégias de engajamento estão se desenrolando dentro do planejado. Também permitirá entender quais departamentos são mais produtivos e quais os talentos a empresa precisará para o futuro. 

E qual CEO “foda” de verdade não quer ter acesso a dados acionáveis, melhorando a performance do recurso mais valioso da empresa?

Você é um CEO “foda”?

Podemos concluir, conforme vimos até aqui, que todo CEO é inquieto e ávido por inovações. Ele pode estar à frente de uma organização de milhares de colaboradores ou estar sentado ao lado de um time enxuto.

O que transforma em um CEO “foda” é sua predisposição para se cercar das pessoas certas.

Afinal, manter uma empresa competitiva no mercado não é tarefa para um homem só. Para isso, um CEO irá perseguir, incansavelmente, os talentos que, junto com ele, irão difundir a cultura e valores que ele mesmo possui.

Em sua mesa estará O RH, que lhe trará todas as análises e informações para qualificar e quantificar o valor dos colaboradores para impulsionar os resultados da organização. 

Um CEO “foda” tem um RH analítico e sabe o quanto isso é essencial para o sucesso de uma empresa

Mas, um RH não se torna analítico do dia para a noite e para implementar processos de análise dentro das organizações é preciso começar pequeno. 

Se você leu este texto até aqui, já deu o primeiro passo na direção certa.

Agora é com você seguir em frente e se tornar o melhor CEO que você pode ser.